Ameaça a vida de Pâmela Bório mostra a força da Orcrim comandada por RC, capaz de intimidar e submeter os Poderes

Uma notícia circulou com estrondo pela mídia paraibana neste domingo que passou revelando uma suposta intenção de se eliminar a ex-primeira-dama Pâmela Bório.

Prints de uma conversa entre o ex-cunhado de Ricardo Coutinho, Robert Sabino, e a advogada da jornalista ameaçada vazaram indicando que Pâmela seria eliminada o que não aconteceu porque a irmã de Ricardo, Viviane Coutinho, ex de Sabino, teria recuado e a Polícia Militar não topou a parada.

Tudo acabado entre nós

A informação constaria dos autos do processo aberto por Pâmela acusando Ricardo e familiares de agressão e ameaças. Entre os fatos estranhos e comprometedores estaria o comportamento da promotora de Justiça Rosane Araújo suspeita pela advogada de reter o processo para beneficiar o ex-governador.

Operação Calvário

A trama toda tem ingredientes que já foram identificados na Operação Calvário, mas que, estranhamente, não tiverem desdobramentos, que poderiam apontar o envolvimento de instituições e também de organizações policiais, que estariam atreladas a organização criminosa montada por Ricardo no Estado como revelaram as investigações do Gaeco.

Apesar dos indícios, fortíssimos, apontando para esse envolvimento de membros da Justiça e das corporações policiais com a Orcrim comandada por Ricardo Coutinho nada foi devidamente aprofundado para se identificar quem seriam esses tentáculos, cuja ousadia já eliminou pessoas.

Justiça paraibana hesita em dar nome aos bois e forças policiais continuam mergulhadas nas sombras

Mesmo com provas sobejas de envolvimento de juízes e promotores e da gravíssima acusação da parte dos investigadores da Operação Calvário de que, o Estado teria sido capturado por essa organização criminosa comandada pelo ex-governador, ninguém foi nominado muito menos responsabilizado e até hoje os paraibanos não sabem quem integrava essas forças policiais e instituições.

Mas, esse silêncio tumular só é quebrado vez por outra por noticiais como essa que circulou intensamente neste domingo na mídia. O fato inquietante é que as investigações não prosperam nem se aprofundam para se saber, por exemplo, quem da Polícia Militar recuou da missão de eliminar Pâmela.

Em qualquer lugar do mundo os investigadores não desprezariam uma pista dessa que poderia levar ao núcleo da organização criminosa e identificar quem é quem nesse emaranhado que se constitui as força policiais desse estado todas, sem exceção, suspeitas por conta desse véu de cumplicidade que foi lançado sobre elas, e que teria por objetivo proteger cabeças coroadas da máfia paraibana.

São pistas inexplicavelmente ignoradas que poderiam descortinar um cenário de horrores e dar nomes aos bois para saber quem integrava ou ainda integra essa organização criminosa tão forte e influente que, mesmo depois da prisão do Poderoso Chefão permanece intocável escondida pela hipocrisia e desfaçatez com que atua e cuja força ameaça e intimida os Poderes desta terra de muro baixo.

Com a Palavra o Gaeco e a Justiça paraibana aparentemente sem disposição para revelar quem das forças policiais está envolvido com o crime organizado