Agevisa discute estratégias de detecção e prevenção da resistência microbiana

Dirigentes e técnicos da Agência Estadual de Vigilância Sanitária se reuniram com representantes da Comissão Estadual de Controle de Infecção em Serviços de Saúde (Ceciss) e do Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen/PB) para darem início ao processo de elaboração do Plano de Ação da Vigilância Sanitária em Resistência aos Antimicrobianos (PAN-Visa).

A reunião, conforme Geraldo Moreira de Menezes, diretor-geral da Agevisa, marcou o início das discussões que levarão à definição de estratégias estaduais para detecção, prevenção e redução da Resistência Microbiana (RM) em serviços de saúde no território paraibano. Ao final, ficou definida a finalização de documento instrutivo a ser apresentado pelo diretor Geraldo Moreira na Comissão Intergestora Bipartite (CIB), com ampla divulgação (para a rede de saúde do Estado) do plano que será concebido para reforçar a garantia de uma assistência segura e de qualidade à população paraibana.

Questão de saúde pública – Segundo a coordenadora estadual do Núcleo de Segurança do Paciente da Agevisa/PB, Vívian de Oliveira Lopes, dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atestam que a ocorrência de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) é uma situação muito prevalente nos serviços de saúde brasileiros, levando ao uso das mais diversas classes de antimicrobianos em grandes proporções, o que favorece a ocorrência de resistência microbiana, que se constitui num grave problema de saúde pública em todo o mundo.

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Nesse cenário, Vívian Lopes explica que a adoção de programas intensivos de prevenção e controle de IRAS é imprescindível e consiste numa abordagem eficiente para o controle da disseminação da resistência microbiana no ambiente hospitalar. “Componentes importantes desses programas incluem a vigilância, investigação e controle de surtos, protocolos de esterilização e desinfecção de equipamentos, além da implementação de práticas de cuidados ao paciente, tais como higienização das mãos, isolamento e barreiras entre pacientes infectados/colonizados”, observa.

Outros elementos importantes citados por Vívian Lopes referem-se à necessidade de suporte de laboratório de microbiologia capaz de realizar identificação precoce da infecção e caracterização do perfil de resistência aos antimicrobianos o mais rapidamente possível, auxiliando na tomada de decisão por parte dos profissionais de saúde.

Eixos estratégicos – A definição de estratégias estaduais para detecção, prevenção e redução da Resistência Microbiana em serviços de saúde, segundo a coordenadora estadual de Segurança do Paciente, Vívian Lopes, está intimamente atrelada aos eixos estratégicos definidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que têm por finalidade a melhoria da conscientização e da compreensão a respeito da resistência aos antimicrobianos por meio de comunicação, educação e formação efetivas; o reforço dos conhecimentos e da base científica por meio da vigilância e da pesquisa; a redução da incidência de infecções com medidas eficazes de saneamento, higiene e prevenção de infecções, e a utilização (de forma racional) dos medicamentos antimicrobianos na saúde humana e animal.