A triste herança que Nilvan herdou de Maranhão: ficar para trás na reta final

O candidato do MDB, Nilvan Ferreira, parece guardar certas características do seu padrinho político José Maranhão conhecido pela arrancada no início da disputa onde passa a impressão que será o vencedor para depois ir perdendo folego até entregar o ouro ao bandido na reta final.

Nilvan ofendeu os corações de Santa Rita

Isso tem sido uma característica da velha raposa de Araruna que amargou derrotas surpreendentes, onde era franco favorito para terminar derrotado de forma impactante causando frustrações terríveis nos seus aliados e admiradores.

Foi assim em 2006, quando perdeu uma disputa incrível com Cássio Cunha Lima destruído por uma gestão desastrosa, onde teve que obrigar o servidor público tirar empréstimo para receber o salário, um desgaste que não prenunciava nada de bom nas urnas, mas que terminou com uma vitória estarrecedora só desfeita nos tapetes da Justiça.

Mas não ficou apenas com Cássio o festival de derrotas, Maranhã também foi nocauteado por Ricardo Coutinho em 2010, numa disputa que o Mago teve como patrono o infatigável Galinho de Campina, que fez do prefeito de Joao Pessoa o seu instrumento de vingança.

Não bastante todo esse cartel de infortúnios nas urnas, Maranhão depois de sair como franco favorito na disputa pela prefeitura de João Pessoa, em 2012, sequer conseguiu chegar ao segundo turno, comprovando a sua vocação pra ir cedendo caminho na reta final.

Essa predisposição para a perda de folego no momento crucial da disputa parece ter sido transmitida ao seu afilhado, o radialista Nilvan Ferreira, que depois de se apresentar como uma opção viável no início da campanha eleitoral estacionou no segundo lugar e começa ser ameaçado nesta posição por outros candidatos. revelando a mesma impotência de Maranhão para segurar o ritmo na fase final do trajeto.

Pelo visto o desempenho de Nilvan deve-se a estrutura do MDB, uma velha e tradicional sigla para os pessoenses, mas que não se mostra suficiente para catapultar o radialista e leva-lo para um segundo turno, e a sua projeção politica incapaz de superar as máquinas que apoiam candidatos como Cícero Lucena e a própria Edilma que deve crescer muito na reta final alavancada pela gestão do concunhado Luciano Cartaxo.

Além dessa triste herança de desditas eleitorais, Nilvan tem cavado a própria cova ao anunciar apoio a candidatos de outras legendas de cidades metropolitanas, provocando a ira de partidários, que prometem retaliação como a de pedir que parentes e amigos da capital não votar mais no radialista, o que seria nessa altura do campeonato um verdadeiro desastre, já que o prejuízo pode ser significativo.

Nilvan deve repetir Maranhão e ceder a vitória nos metros finais da corrida eleitoral