Sindicância para apurar atividade de arapongagem no Governo ainda sem resultados, mas clima na Segurança continua de tensão e desconfiança

Os sismógrafos do portal sinalizam para tremores de terra nos arredores de supostos envolvidos na Operação Calvário. Tem gente rangendo dentes e mostrando as garras, apavorados com a repercussão das matérias que o Jampanews vem publicando sobre atividades sorrateiras, aquelas que envolveriam espionagem no interior do Governo e na vastidão dos poderes constituídos, como sinalizam relatórios confidenciais, que podem ser apresentados na hora que a Justiça requerer.

Equipamentos como esse estariam varrendo a intimidade dos Poderes

O assunto já foi tema de inquirição dentro do Governo e o próprio governador já inteirado da extensão da rede montada para vasculhar a intimidade de autoridades e auxiliares da confiança do governador.

As forças ocultas, que se movimentavam com extrema naturalidade, construindo dossiês que serviriam para pressionar e até chantagear os alvos dessa rede de arapongas, estariam ressabiadas e procurando reparar os estragos causados pela presença do espião surpreendido acompanhando o cotidiano do secretário Jean Francisco.

Aparelhos sofisticados estariam a serviço dos arapongas paraibanos

Abordagens de reaproximação foram tentadas, mas rechaçadas de forma contundente demonstrando que já se foi o tempo de Claudio Lima quando a operação morde e assopra dava resultados, e os estragos cicatrizados à base de saliva e afagos.

Há um clima de prevenção e cautela no interior do aparelho de Segurança delimitando as fronteiras do Bem e do Mal no Governo, que começa reagir a essa politica de invasão de privacidade patrocinada pelas forças que compunham a cúpula da gestão investigada pela Operação Calvário e que ainda se mantém em atividade como já foi identificado pelos relatórios encaminhados ao Secretário Jean Francisco através do seu serviço de inteligência e já devidamente comunicado ao governador João Azevedo.

Tibério, Coordenador de Inteligência da PM, apesar de todas as evidências e dos relatórios, afirma que são fantasiosas as declarações de Jean

Até agora, passados 21 dias do episódio que confirmou a atividade clandestina de espionagem a autoridades, quando da identificação do P2 nas redondezas da secretaria e do gabinete do secretário, não se sabe nada além do nome do espião, peça menor numa engrenagem gigantesca e cujos mentores estão bem mais acima na patente de coronéis.

Duas sindicâncias correm paralelas para elucidar os fatos que se fizeram confirmar com a prisão do militar lotado no gabinete do comandante geral e sob as ordens do coordenador de inteligência da PM, coronel Tibério, aquele que no calor dos acontecimentos chamou de fantasiosas as declarações do secretário numa demonstração de ousadia e insolência que só a confiança depositada no seu superior hierárquico, o coronel Euler, pode estimular.

É de se perguntar se depois da morte do coronel Chaves a escolta de valores do propinoduto foi suspensa ou se teve continuidade

Mas, até agora nada de concreto vazou, entretanto, só o fato de ter sido instalada uma sindicância paralela na Secretaria de Segurança ao encargo da Delegacia do Grupo de Operações Especiais revela até onde vai o clima de desconfiança dentro do sistema de Segurança.

Como se disse o ambiente é de cristais despedaçados e todas as tentativas de reaproximação foram veementemente rechaçadas, mostrando que não haverá o retorno da confiança entre as partes em litígio.

Dono de uma carreira meteórica na PM, o aluno aplicado do chefe morto, o também coronel Anderson assumiu a Casa Militar

Outro fator que chama atenção e desperta inquietação e até pavor entre os arapongas seriam as revelações do delator Leandro Azevedo que puxa para dentro da Operação Calvário a Casa Militar já que o ex-titular, coronel Chaves, primo do comandante geral, Euller Chaves, foi acusado de fazer a escolta do dinheiro surrupiado da Saúde e conduzido pelo ex-Secretário Executivo de Turismo, Ivan Burity, preso e em vias de fazer acordo de delação premiada, o que estaria despedaçando os nervos da Casa Militar e de outros gabinetes das redondezas.

A pergunta que inquieta e apavora é: apenas o coronel Chaves seria o militar encarregado de fazer a escolta e essa atividade teria sido suspensa depois de sua morte ou ela teve continuidade e se teve quem ficou encarregado de dar essa cobertura.

Pergunta que pelo visto só o GAECO poderá responder até quando não se sabe, mas pode acontecer a qualquer momento e só assim os mortos serão deixados em paz.

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