Operação Calvário pode rastrear catitas que circulam nos labirintos do PSB, e alcançar os gabirus do propinoduto

A cada revelação da delação do ex-servidor Leandro Azevedo mais complicada e destroçada a imagem do PSB, um partido arruinado pelas ações de bandidagem de um grupo de auxiliares muito próximos e da inteira confiança do ex-governador Ricardo Coutinho, recolhido a um silêncio constrangedor diante das exposições avassaladoras da Operação Calvário a desmontar o seu discurso e a sua imagem de republicano.

Os ratos fizeram a festa no Governo de Ricardo

Por tudo o que já foi exposto pelas investigações nenhuma dúvida sobre a articulada quadrilha que por poito anos saqueou as finanças estaduais com estratégia tão eficiente que nenhuma estrela da corrupção pode apontar falhas no esquema nem mesmo reputadas celebridades como Paulo Maluf, aquele do rouba, mas faz um ultraconservador que fez escola nas esquerdas.

O trepidante procurador Ivan Burity, com sua pinta e postura de playboy, era um dos tentáculos mais eficientes e atuantes do esquema criminoso e na sua esfuziante atuação conseguiu arrecadar milhões para o propinoduto socialista.

Porém, pelo que circula nos bastidores, outras figuras tão eficientes no modelo arrecadador de fundos também deram sua colaboração ao saque ao erário através de catitas, indicadas a ex-secretária Livânia Farias, liberados de suas funções nas repartições de origem, para dar cobertura e proteção ao esquema.

Tem gabiru com medo de ir pra gaiola

Essas catitas circulavam e circulam com muita desenvoltura pelo propinoduto e jamais apareciam no seu local de trabalho, cedidos informalmente pelo superior para prestar serviços em corredores de hospitais mesmo sem qualquer qualificação na área de saúde, apenas atendendo pedidos da secretária presa, provavelmente para servir de cobertura a arrecadadores como Ivan Burity.

Eles já forma vistos no Trauma, no Metropolitano e recentemente estavam no hospital de Mamanguape ao lado do diretor Eduardo Coutinho preso na última operação Calvário, fazendo o quê ainda não se sabe, mas provavelmente será descoberto no decorrer das investigações, já que foram percebidas pelos radares do Gaeco.

Os corredores dos hospitais estariam infestados de catitas

Entre outras funções nebulosas, essas catitas também serviriam para presidir suspeitas comissões de licitação, onde empresas  mais suspeitas ainda – e cujos diretores já foram presos por envolvimentos em escândalos estrondosos – vencem o certame sem qualquer constrangimento e receio da parte que organiza o processo.

O rastro dessas catitas pode levar a enormes gabirus, escondidos em locais os mais respeitáveis, e cuja face sombria ainda não foi devidamente revelada, mas que podem cair a qualquer momento, já que as impressões digitais são visíveis e as catitas já deram mostra de aflição e desespero, caindo em depressão, o que inspira cuidados, tal o estado de nervos dessas criaturas.

O medo deles é que aconteçam acidentes perigosos, que possam interromper seu trânsito pelos corredores, infestados de ratoeiras, da Operação Calvário, ou que as investigações se aprofundem nos hospitais, e em torno do ex-secretário Ivan Burity, revelando novos arrecadadores, aqueles cuja participação ativa e preponderante no Governo passado ainda passam despercebida tal o grau de dissimulação dessas ratazanas.
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Nova fase da Operação Calvário é deflagrada na Paraíba pelo Gaeco

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba, desencadeou nova fase da operação Calvário, nesta terça-feira (15). Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão, estão endereços ligados ao ex-secretário Executivo de Turismo do Estado, Ivan Burity; da advogada Luciana Ramos Neiva, e dos hospitais Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita, e Regional de Mamanguape.

Para desespero das catitas os homens estão chegando

Os dois hospitais são administrados pelo Instituto de Psicologia Clínica, Educacional e Profissional (Ipcep), que se tornou alvo do Gaeco em pelo menos duas fases da operação Calvário. A nova fase da operação tem a ver também com contratos da Grafset com o governo do Estado. Na fase anterior, os investigadores divulgaram informações sobre suposto pagamento de propinas a agentes públicos e contratos superfaturados com participação da empresa.

A Operação Calvário, no Estado da Paraíba, foi iniciada e tem por objetivo investigar e desarticular uma Organização Criminosa (Orcrim) que, por seus agentes e núcleos de atuação, foi responsável pela prática de atos de corrupção, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos em contratos firmados com as unidades de saúde e educação deste Estado e cujos valores ultrapassam a barreira de 1 bilhão de reais. Essa organização igualmente atuou em outras unidades da federação, a exemplo do Estado do Rio de Janeiro.

 

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