Jampa News

07/05/2019 às 04:57

Romero dá xeque-mate em Cássio e deve apoiar o nome de Eva para prefeita de CG; tucano pode ser “enterrado” em Campina pela família

Caso não se entendam, Romero pode patrocinar o velório político de Cássio Caso não se entendam, Romero pode patrocinar o velório político de Cássio

Aos poucos a configuração das eleições municipais vai se formando e os personagens que influirão nessa batalha vão criando contornos e mostrando qual papel vão desempenhar no roteiro desse novo confronto político na versão de 2020, com territórios definidos e restritos aos municípios, mas com projeção para 2022.
 
Entre os protagonistas desse enredo político destaque para o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, que foi o primeiro a se mover no tabuleiro deixando claro que pretende ser cacique a partir de 2020, abdicando de ser mero coadjuvante nesses embates eleitorais.
 
Romero abandonou o PSDB e entrincheirou-se no PSD de Eva Gouveia de onde pretende comandar a campanha para prefeito de Campina cujo resultado pode promovê-lo cacique caso as urnas sejam favoráveis ao candidato que apoiar e, tudo indica, ele já tem o seu preferido que seria Eva Gouveia, deputada federal, viúva de Rômulo Gouveia cujo patrimônio eleitoral em Campina é significativo.
 
Com essa escolha de Eva, Romero soma votos suficientes para desbancar os demais pretendentes, além de apimentar o discurso com o apelo da gratidão e do reconhecimento a um dos políticos mais queridos do estado e da cidade Rainha da Borborema, Rômulo Gouveia, cuja memória não pode ser desprezada por ninguém.
 
Com esse movimento de suas pedras, que teve início na sua filiação ao partido da viúva de Rômulo, Romero neutraliza o senador Cássio Cunha Lima e o filho Pedro, já que adquiriu autonomia política ao ingressar num partido que pode chamar de seu.
 
Nessa posição mais do que estratégica, que demonstra a sua evolução política hoje em plenas condições de assumir a liderança da região da Borborema de onde pode se lançar em voo de asa delta rumo ao Palácio da Redenção, Romero deve retirar de vez o bastão de comando das mãos de Cássio e colocar o ex-tudo na posição de mero coadjuvante do processo ou então partir para um confronto onde dependerá exclusivamente de suas forças para manter seu prestígio político de pé.
 
A luta pela prefeitura de Campina pode se transformar numa briga de família caso as duas partes não se entendam nos bastidores onde existe certo favoritismo para o prefeito no comando da máquina e gozando os efeitos de uma administração considerada satisfatória para a maioria da população, sem turbulências ao contrário de Cássio saído de uma derrota acachapante que jogou para  lona a sua antiga e proverbial densidade política.
 
Caso haja confronto, Cássio poderá ser enterrado politicamente em Campina e pela família.
 

Fonte: Redação