Jampa News

08/01/2019 às 07:23

Ricardo não sancionou Lei que modernizaria a Educação da PM por reconhecer que Euller plantou uma jabuticaba no bojo do documento

Ricardo deixa a cabeça de Euller no ponto para a guilhotina de João Ricardo deixa a cabeça de Euller no ponto para a guilhotina de João

Para quem presenciou o último encontro institucional entre o ex-governador Ricardo Coutinho e o ainda comandante geral Euller Chaves a conversa foi para lá de constrangedora e exaltada. Segunda essas testemunhas, um Ricardo possesso desancou o oficial indignado com mais uma artimanha do auxiliar que tentou plantar uma jabuticaba na Lei encaminhada e aprovada pela Assembleia para modernizar e qualificar a Educação no Centro de Ensino da corporação.
 
Para os presentes foi uma cena de intensa indignação de um governador que se sentiu traído ao tomar conhecimento através de matéria produzida pelo Jampanews informando que o deputado eleito pelo PSL, cabo Gilberto Silva havia identificado a tramoia do comandante que colocou no bojo da lei uma excrescência para salvar sua pele já comprometida por duas decisões da Justiça reconhecendo irregularidades graves na composição da comissão de promoção da instituição militar.
 
Ao apagar das luzes do Governo de Ricardo e já do conhecimento do Governo as duas decisões judiciais que reconheciam irregularidades nas promoções lavradas pelo TJ e pelo STJ desconhecendo os recursos encaminhados pela defesa do Estado, o comandante elabora uma Lei específica para a Educação, e no bojo do documento insere um artigo absolutamente inadequado e extemporâneo legalizando as irregularidades que cometeu anteriormente numa manobra descarada para se livrar das responsabilidades.
 
Ao ler a matéria e tomar conhecimento da iniciativa do deputado eleito também militar Ricardo teve um aceso de indignação e chamou o auxiliar ao Palácio onde lhe passou uma descompostura nos termos mais contundentes e em tom exaltado para dizer ao final que não sancionaria a patifaria como de fato não sancionou deixando Euller entregue as consequências dos seus desvios de conduta.
 
O abacaxi foi transferido para a gestão de João Azevedo com a recomendação expressa de retirar a jabuticaba de Euller do documento e encaminhá-lo novamente para a Assembleia Legislativa o que significa dizer que o Governo está disposto responder pelos erros cometidos e pagar por eles diante da Justiça como forma de punir o auxiliar trampolineiro.
 
Com essa decisão governamental e com o que sinalizou a Justiça as promoções encaminhadas por Euller podem ser nulas e trazer graves e imprevisíveis consequências para os que foram promovidos de forma irregular e irresponsável criando um clima de inquietação no seio da tropa nunca visto nos seus quase duzentos anos de existência.
 
A situação do comandante fica insustentável dentro do novo Governo porque seu caráter de farsante veio à tona na última cena do espetáculo majestoso que foi a gestão de Ricardo comprovando que, quem fraudou uma vez frauda sempre e foi fraudando que ele chegou a coronel e a comandante ludibriando a boa fé do superior e chefe aos limites da criminalidade.
 
O abacaxi agora está nas mãos de João Azevedo que já sabe como age e se comporta o militar capaz de tentar ludibriar qualquer poder já que sua jabuticaba passou incólume pela Assembleia e pelo Governo e se não fosse à vigilância do deputado oposicionista o golpe de Euller teria tido êxito, já que a mutreta estava em vias de ser sancionada.
 
Ricardo sai deixando a cabeça de Euller pronta para a guilhotina.
 
 

Fonte: Redação