Jampa News

09/10/2018 às 08:20

Restou apenas Romero no cenário de devastação que as urnas produziram nas hostes da Oposição

Romero pode emergir dos escombros da oposição Romero pode emergir dos escombros da oposição

Depois do cataclismo que varreu a oposição na Paraíba surge uma pergunta que não quer calar: quem será oposição ou quem terá a responsabilidade de reconstruir a oposição no estado destruída pela avalanche de votos que o eleitor deu ao socialismo paraibano.
 
Nesse terremoto eleitoral foram tragados dois dos maiores líderes da política paraibana, Cássio Cunha Lima e José Maranhão, ambos defenestrados pelas urnas e com a confirmação de validade vencida estampadas nos rótulos, depois de reinarem absolutos por diversas campanhas e de protagonizarem disputas memoráveis.
 
Nesse rastro de desolação a oposição viu também minguar a liderança do prefeito da capital Luciano Cartaxo cujo viço político teve início em 2012 e que parecia que se consolidaria depois da vitória em primeiro turno em 2016, mas que foi terrivelmente abalada agora em 2018 depois que Ricardo demoliu sua reputação eleitoral colocando uma vantagem de mais de 70 mil votos sobre seu irmão, o apagado e inexpressivo Lucélio Cartaxo.
 
O mais incrível nessa disputa é que Ricardo conseguiu desmontar a oposição apresentado um “poste”, alguém que nunca disputou uma eleição e que, teoricamente não possuía um voto já que não tinha reduto eleitoral que o recomendasse a tal façanha a não ser o patrimônio administrativo do padrinho.
 
Desse cenário de destruição total que tragou um dos maiores ícones da política paraibana e nacional, o tucano Cássio Cunha Lima, levado a amargar uma derrota vergonhosa, por nocaute, que o retira da vida pública em estado de coma político, restaria o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, que conseguiu parar a onda laranja dentro do seu território.
 
Erguendo-se dessa paisagem de desolação eleitoral, Romero fica isolado e sozinho para resistir ao avanço socialista que deve acontecer daqui a dois anos, quando as eleições municipais estarão em foco e o governador Ricardo Coutinho deve se habilitar para disputar a prefeitura da capital na tentativa do golpe derradeiro na imatura liderança política de Cartaxo, mas com a alça de mira também voltada para a última trincheira do clã Cunha Lima.
 
Com certeza será a última batalha entre as forças políticas que se confrontam atualmente e restará ao general Romero o plano de resistência ou o início da capitulação honrosa.
 
O cenário dessa batalha eleitoral que se encerrou nesse domingo é de devastação total e como único baluarte de resistência, a cidade de Campina Grande, onde o rolo compressor de Ricardo não conseguiu derrotar a gestão de Romero e o prefeito mostrou que sua liderança pode garantir algum fôlego a Oposição.
 
 

Fonte: Redação

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