Jampa News

14/11/2017 às 07:21

Presença festejada de Maranhão em evento tucano acende o pisca-alerta de Ricardo; governador sabe que sozinho candidato socialista repetirá o fracasso de Estela e Cida

Cássio parece atabalhoado e vive a se contradizer a cada declaração Cássio parece atabalhoado e vive a se contradizer a cada declaração

A convenção do PSDB não foi algo tão sem importância como pretende apresenta-la o governador Ricardo Coutinho. Fosse assim ele não estaria dando declarações a respeito do evento que contou com a participação do senador José Maranhão, este aproveitando para reforçar sua condição de candidato favoritíssimo para ganhar a disputa do próximo ano ao concordar com a união das oposições desde que seja em torno do seu nome.
 
O que estaria incomodando Ricardo seria a atitude do senador peemedebista que foi cantar de galo no terreiro dos outros, e mostrar para todas as forças políticas envolvidas na disputa que ele é o fiel da balança para as próximas eleições.
 
Maranhão falou grosso quando reafirmou que é candidato diante de outros pretendentes, uns já estigmatizados e aconselhados a registrarem suas candidaturas em delegacias de polícia, carapuça lançada pelo prefeito campinense, Romero Rodrigues, e que todos reconhecem caber bem na cabeça do prefeito pessoense, Luciano Cartaxo.
 
Essa declaração de Romero significa que, a oposição está junta, mas não está unida, e de tão desnorteada já não sabe mais a quem apoiar e por isso ouviu calada dentro do seu próprio terreiro, Maranhão cantar de galo.
 
O evento tucano com a presença de Maranhão serviu para confirmar a fragilidade política da legenda hoje mera coadjuvante no processo eleitoral e cuja figura de maior expressão, o senador Cássio Cunha Lima começa colher os frutos de sua “sagacidade”. 
 
Ao chamar Ricardo de oportunista, Cássio expõe uma de sua mais reconhecidas virtudes o de estar sempre preparado para surfar na melhor onda e ninguem mais do que ele menosprezou José Maranhão. Trazer à tona esse tipo de discussão é querer descer mais ainda no descrédito da opinião pública.
 
Cássio parece atabalhoado e vive a se contradizer a cada declaração - depois de incensar Michel Temer e de anunciar rumos ufanistas para o país, sob o comando do peemedebista, volta atrás e defende a retirada da base aliada do Governo.
 
O senador vive um momento de contradições e a cada declaração mais controvertido se torna ao ponto de renegar uma amizade tão festejada como a que tinha com o colega mineiro Aécio Neves. 
 
O senador não é de descer ao inferno com os amigos, e isso fica comprovado faz muito tempo atrás quando confirmou apoio a Mário Covas para desconsiderar assim que desceu do avião, atitude que também tomou com Cícero Lucena quando o abandonou nas mãos da PF, e depois ao preteri-lo para apoiar Ricardo Coutinho a quem também abandonou quando achou conveniente politicamente, como faz agora com o amigo Aécio de tantas noitadas e fileiras.
 
Cássio reconhece o seu encolhimento político e já não almeja mais ser protagonista do processo eleitoral receoso que, todas as posições assumidas, desde quando se tornou porta-voz e artífice de um golpe que destruiu a estabilidade do país suba com ele nos palanques em 2018.
 
O cenário mostra que a Oposição não tem união e que o governador não tem candidato competitivo e, mais ainda, o governador não tem um bom serviço de informação, porque se tivesse já estaria sabendo que será abandonado como acontece com todos os que descem do poder.
 
Não são poucas as bocas dentro do socialismo que reconhecem a fragilidade da candidatura de João Azevedo, muitas delas bem pertinho do ouvido de Sua Excelência.
 
Seria bom lembra-lo da frase “Rei morto, Rei posto”. Ricardo tem ao seu redor um punhado de aventureiros, célebres por abandonarem o campo de batalha ao trovejar dos canhões.
 
 
 

Fonte: Redação

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