Jampa News

12/11/2017 às 11:45

“Noiva” desejada por todos, Maranhão vai à convenção tucana para defender união, mas em torno do seu nome

Maranhão imobilizando Cartaxo naquela de carrapeta não dá em pião Maranhão imobilizando Cartaxo naquela de carrapeta não dá em pião

Como já foi dito aqui o senador José Maranhão é a “noiva” mais cobiçada do momento. Flertando com um e com outro, o velho cacique vai pavimentando o seu retorno ao Governo do Estado. Depois de empurrar sua candidatura de goela abaixo na oposição e de detonar Romero e Cartaxo e junto com eles, o estigmatizado Manuel Junior, Maranhão compareceu a convenção do PSDB, no último sábado, para alertar aos aliados que, união das oposições, sim, mas em torno do nome dele, o de maior densidade política e a mais respeitável do lodaçal onde se debate pretensos candidatos, cujos registros foram sugeridos pelo prefeito campinense para que sejam feitos em delegacias de polícia.
 
Maranhão não foi apenas para prestigiar e oferecer um halo de austeridade a convenção tucana, mas também para mostrar ao governador Ricardo Coutinho que, para o lado que ele tombar a barca vira. 
 
O discurso de Maranhão na convenção dos tucanos está consonante com o discurso da maioria da oposição quanto a marcharem juntos, mas destoa quanto ao nome já que, indubitavelmente o dele é mais sonoro e mais respeitável, e desse favoritismo o senador já demonstrou que não abre mão, o que significa dizer que Cartaxo foi atirado à lama da lagoa, sem previsão de resgate.
 
Atabalhoado
 
Os últimos acontecimentos envolvendo o PSDB mostram o quanto está fragilizado, dividido e desgastado o partido tucano e o quanto está desnorteado o senador Cássio Cunha Lima, mais uma vez fiel a sua vocação para abandonar os amigos diletos nos momentos de dificuldades, como fez quando da prisão de Cícero Lucena, ao se evadir do estado, como agora ao abandonar o amigo de carreira, Aécio Neves, no colo do repudiado Michel Temer.
 
Cássio não só abandonou como tripudiou do amigo mineiro ao condenar seu ato de afastar o presidente interino da legenda, Tasso Jereissati, sob a alegação de que, Aécio estaria contribuindo para acabar o partido já na rabeira da preferência do eleitor depois de comprovada a efetiva participação e elaboração da legenda no golpe que atirou o país nos braços do que existe de mais corrupto e dissoluto em termos de política.
 
Como óleo de peroba sempre foi o forte do senador campinense, para dar brilho a sua imagem de político, é possível que ele acredite que, até as eleições, ninguém recorde mais da sua desastrada participação no golpe que destruiu a democracia brasileira e das suas estreitas ligações com a parte podre da maça.
 
Ele já se coloca na posição de mero coadjuvante do processo eleitoral de 2018, mas não é por humildade virtude que nunca apresentou em toda sua vida pública, mas por prudência e cautela já que reconhece não ser hoje um nome que entusiasme o eleitor paraibano.
 
Cássio já começa gravitar em direção ao astro Maranhão para impedir que ele atraia para sua órbita outros sóis do universo político do estado e essa renovada constelação termine por pulverizar de vez sua existência nesse cosmo.
 
A presença de Maranhão na convenção tucana teria por objetivo acionar o sistema de alarme girassol e fazer recordar ao governador que essa composição de força foi responsável pela última derrota na capital, em tese, o maior reduto eleitoral do socialista e, caso se repita pode ter efeito devastador nos projetos de continuidade do socialista já que João Azevedo partiria sozinho, e nem a vice-governadora Lígia Feliciano o acompanharia nessa empreitada vista por muitos como um haraquiri político de Ricardo.
 
 
 
 

Fonte: Redação

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