Jampa News

08/09/2018 às 08:54

Mobilidade urbana, a tragédia das cidades brasileiras, não incomoda candidatos, critica suplente de senador

Cidades atravancadas de veículos como consequência da produção automotiva desenfreada Cidades atravancadas de veículos como consequência da produção automotiva desenfreada

Um dos problemas mais sérios que afligem os centros urbanos do país, dos maiores aos menores, das grandes metrópoles às pequenas cidades, não tem ocupado o discurso dos candidatos nem nas eleições proporcionais e muito menos nas majoritárias, que vem a ser o problema da mobilidade urbana onde a dificuldade de locomoção transformou o cotidiano num caos.
 
Cidades atravancadas de veículos como consequência da produção automotiva desenfreada sem se levar em consideração o planejamento urbano atrasado em décadas e sem acompanhar o crescimento vertiginoso das frotas principalmente da produção de motos hoje ostentando o maior índice de acidentes e de causas de morte e invalidez sobrecarregando o atendimento nos hospitais nacionais transforma a vida de brasileiros e paraibanos num inferno diário.
 
Todo esse cenário de caos ainda não se tornou preocupação para aqueles que disputam mandatos eletivos como observou o suplente de senador Aristávora Santos ele um crítico desse pandemônio que se transformou as cidades brasileiras.
 
Tavinho aborda o assunto a partir da capital paraibana e revela um dado espantoso: João Pessoa, com uma população de mais de 800 mil habitantes, passando de 1.200, incluída a região metropolitana, não tem um plano de mobilidade nada que diminua o congestionamento das ruas, ou que projete soluções ao curto prazo.
 
Ele enfatiza que uma cidade com essa realidade populacional exige planejamento para o setor de mobilidade urbana, mas infelizmente, diz ele, o Governo priorizou o transporte individual em detrimento do transporte de massa e o que se vê é o inferno do cotidiano principalmente para as populações de baixa renda sem acesso a um transporte coletivo digno e que atenda as suas necessidades de locomoção.
 
Tavinho ressalta que o Ministério das Cidades recomenda prioridade para a mobilidade urbana, mas não oferecer recursos nem apoio técnico para solucionar o problema. 
 
Além do mais, observa, deixou de lado as ferrovias e o transporte pluvial e os trens urbanos completamente sucateados sem atender as mínimas exigências de segurança no transporte da população trafegam precariamente sendo mais um problema do que propriamente uma solução.
 
Segundo Tavinho, a proporção entre população e veículos em João Pessoa é de 3 habitantes para 1 veículo, o que explicaria os congestionamentos que infernizam a vida do pessoense, com o agravante de que, não há um projeto voltado para modificar essa realidade angustiante.
 
Essa situação de caos critica Tavinho, não incomoda os agentes públicos e não se vê um que dê prioridade a esse problema cruciante das cidades brasileiras, com destaque para a capital paraibana, uma das mais congestionadas do país levando-se em conta a proporção entre habitantes e veículos.
 
Esse problema, ironiza o suplente de senador, não consta nos programas de Governo dos candidatos.
 
No passado
 
Tavinho cita como alternativas para corrigir essa distorção a exploração da capacidade fluvial e da rede ferroviária que já possibilitaram os meios de transporte de massa na capital.
 
Ele diz que rios como o Sanhauá e o Paraíba já foram vias de transporte e por muito tempo se usou esses rios como meio de locomoção para a população da capital ligando cidades como Cabedelo, Espírito Santo, Itabaiana, Bayeux e Santa Rita ainda no século passado principalmente para o transporte de cargas e dá o exemplo do Porto do Capim por onde se escoava a produção agrícola e comercial da cidade e do estado.
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Tavinho diz que o trem que ligava João Pessoa a Campina Grande podia ser reativado como forma de descongestionar o trafego de veículos nas duas maiores cidades do estado. Em sua opinião, a volta desse trem traria grandes benefícios para as populações mais pobres porque baratearia a passagem.
 
Tavinho ainda aponta outro dado estarrecedor que explicaria o caos urbano no país: apenas 6% dos municípios brasileiros têm plano de mobilidade urbana.
 
O suplente de senador sempre foi um crítico dessa realidade caótica das cidades brasileiras em particular da capital paraibana onde foi vereador por várias legislaturas e chegou a conceber a criação do Parlamento Municipal abrangendo todas as cidades que integram a região Metropolitana.
 
Outro dado que estarrece é o número de acidentes com motos no Brasil. As estatísticas mostram que 80% dos acidentes de trânsito são com motos o que, segundo Tavinho, termina por onerar a Saúde pública.
 
 

Fonte: Redação