Jampa News

30/01/2017 às 19:31

Luiz Torres sugere advertência para major da PM que incita à desobediência as leis que regem a praia de Tambaba; naturistas do Brasil e do Mundo esperam posicionamento do Comando Geral da corporação

Para quem conhece o Litoral Sul a importância de Tambaba para os Governos, estadual, municipal, e para a iniciativa privada é ímpar, Para quem conhece o Litoral Sul a importância de Tambaba para os Governos, estadual, municipal, e para a iniciativa privada é ímpar,

Como era de se esperar a reportagem do Jampanews, abordando a polêmica desencadeada em Tambaba sobre a suspensão da obrigatoriedade da nudez determinada por Lei e acintosamente desrespeitada por uma guia da entidade Anda Brasil, estimulada e apoiada pela Sonata, outra entidade filiada a Federação Nacional de Naturismo, cujo presidente é um oficial superior da Polícia Militar, com patente de major, causou imediata reação do Secretário Institucional de Comunicação do Governo do Estado, jornalista Luiz Torres, que, em contato com o portal, se disse a favor de pelo menos uma advertência “ao PM”, por parte de seus superiores hierárquicos.

 
Ao tomar conhecimento dos fatos, Luiz Torres criticou a atitude do major em ignorar e desrespeitar a Lei que rege a praia de Tambaba e que diz ser terminantemente proibida a presença de pessoas vestidas no interior da praia. A Lei instituída pela Câmara Municipal de Conde encontra-se em placa postada na entrada da praia, em inglês e português, que adverte, ainda, ser crime a desobediência, passível de punição aos infratores.
 
Mas isso não é suficiente para o major. Ele recebe os invasores com palestras de boas-vindas e de estímulo a convivência pacífica entre naturistas e não naturistas numa atitude considerada por boa parte dos frequentadores da praia como um atentado ao mais importante e difundido destino turístico do estado, cuja essência e atrativo estão na nudez obrigatória.
 
Para quem conhece o Litoral Sul a importância de Tambaba para os Governos, estadual, municipal, e para a iniciativa privada é ímpar, por ser ela a maior referência do turismo paraibano a nível nacional e internacional, e a nudez obrigatória, em seu perímetro, o maior atrativo, e isso não pode ser posto em risco por iniciativas isoladas, que não atendem a estratégia turística implantada para desenvolver o setor na região.
 
Descompromissado
 
Homossexual assumido, o major abraçou os interesses particulares da guia da Anda Brasil, Rosana Diniz, e abriu as portas da praia para as “caminhadas ecológicas” cujo maior atrativo é a passagem por dentro de Tambaba, onde a curiosidade sobre o naturismo pode ser satisfeita com palestras dadas pelo militar a pretexto de divulgar a filosofia naturista, como se isso só pudesse ser feito pela amiga do major e por ele, quando esse poder esclarecedor sobre o naturismo pode ser prodigalizado por qualquer um, sem pagar nada desde que a Lei seja revogada e o acesso liberado para todos, sem distinção e sem privilégios.
 
Afora essa esdrúxula concessão, o major em gesto de extremada cortesia também abriu as portas do paraíso naturista para homens desacompanhados, o que tem criado situações de constrangimentos, já que eles estão autorizados a frequentar o ambiente portando carteiras distribuídas pela Sonata sem o menor critério, uma atitude que revela a truculência e a prepotência da Sonata e de seus associados, que agem como se fossem proprietários da praia. 
 
Esse desrespeito às leis que regem a praia estaria sendo fomentado pela política de “democratização” do espaço ardorosamente defendida pelo major e pelos associados da Sonata, cuja sede se encontra instalada na Pousada a Arca do Bilú, local onde esse tipo de decisão é planejado e propalado como munição para aquecer o clima de picuinhas que inunda a praia e que tem causado sérios e graves dissabores a Tambaba.
 
A Arca da Discórdia
 
A Arca do Bilú é um dos locais mais tradicionais e frequentados do Litoral Sul cuja cozinha é badalada em prosa e verso pela excelência da comida. Estabelecida há mais de 15 anos no local a pousada funciona aparentemente sem atender a nenhum tipo de exigência para o funcionamento de qualquer empresa comercial, como, por exemplo, CNPJ, Alvará de funcionamento, e outros requisitos legais que a legislação impõe a todo e qualquer comerciante menos a Bilu.
 
A Arca serve de exemplo e de modelo para um tempo que as eleições de 2016 trataram de varrer do Conde com a vitória de Márcia Lucena, quando estabelecimentos como o de Bilu prosperaram na clandestinidade fiscal e se transformaram em ícones da ilegalidade empresarial pela longevidade e são provas vivas de como as gestões que antecederam a do PSB tratavam a arrecadação municipal já que se sabe que estabelecimentos como a Arca de Bilú supostamente não contribuem com nenhum centavo de imposto para os cofres públicos. 
 
Apesar dessa suposta, mas provável clandestinidade, já que o consumidor não tem direito a nota fiscal, e não há alvará de funcionamento exposto no estabelecimento, o proprietário age como se legal fosse e exige que os poderes constituídos atendam a todos seus interesses de empresário, entre eles o de poder invadir a praia com 70 participantes de eventos que têm a sua “empresa” como patrocinadora e parte ativa e interessada na derrubada da Lei que institui a obrigatoriedade da nudez.
 
Para comprovar o interesse comercial da Arca nas “caminhadas ecológicas” é só abrir a internet e procurar a pagina que divulga o evento e o interessado encontrará o roteiro, o preço e o local da concentração festivamente alardeado pelos promotores cuja preocupação em contribuir tributariamente com o município é zero.
 
Como a coisa é boa e rentável já que se paga algo em torno de R$ 60,00 para se passar dentro de Tambaba vestido, quando todos entram de graça bastante observar as regras do naturismo, a próxima caminhada já tem data prevista para o dia 18 de março, caso a ilegalidade continue prevalecendo no litoral sul e os espertalhões de todos os matizes continuem atropelando autoridades e legislação sem que sejam chamados à responsabilidade.
 
Até a próxima caminhada, naturistas que não concordam com essa iniciativa particular - que pretende impor um novo perfil a Tambaba - esperam que as autoridades interfiram e a normalidade que dita às leis e as regras da praia seja restabelecida e figuras como o major severamente enquadradas nesses critérios, para que o império da lei volte a predominar.
 
 
 

Fonte: Redação