Jampa News

12/09/2018 às 11:48

Lodaçal: Desespero leva Ricardo jogar lama nos adversários; governador acusa oposição de envolvimento com o crime organizado e campanha descamba para o tiroteio

A campanha descambou para a crônica policial A campanha descambou para a crônica policial

Pelo acirramento dos ânimos, o governador Ricardo Coutinho substituiu, nas redes sociais, a munição do fuzil ponto 50 por lama e despejou um bocado na oposição. Mostrando-se indignado com a exploração política do ataque ao seu presídio de segurança máxima e com os desdobramentos que parece, atingiu na mosca seu candidato, Ricardo revida em seu espaço na internet a artilharia pesada dos opositores relacionando-os ao crime organizado naquela de jogar fezes no ventilador.
 
Sem ter como explicar o arrombamento do presídio, cuja segurança máxima virou piada na imprensa nacional, e o pior, sem ter como impedir que a tragédia se alastre em direção a candidatura de João Azevedo, Ricardo partiu para briga e rodou a baiana na internet vociferando contra aliados do adversário Lucélio Cartaxo arrastado para os escombros do presídio pelos envolvimentos do assaltante de bancos, Romarinho, com o esquema político do senador Cássio Cunha Lima.
 
Ricardo ainda relembra o caso da candidata tucana presa com armas e munição recentemente em Campina Grande cujos vínculos políticos são estreitos com o senador do PSDB.
 
Tremendo na base
 
Abalado pela repercussão da invasão do presídio, Ricardo tenta emergir das ruinas onde sepultaram sua reputação de gestor atirando mais intensamente do que o bando que arrombou o PB1, porém, sem explicar as suspeitas e evidencias de que houve conivência, omissão e incúria do seu aparelho de segurança.
 
Fica mais do que nítido que houve cooperação de dentro do aparelho policial para que a operação tivesse o êxito que teve e isso revela as relações de promiscuidade que envolve seu Governo entrelaçando-se as forças que o apoiaram para governador em 2010, mas que hoje se engalfinham politicamente.
 
Não há como Ricardo esconder que foi com esse esquema no qual joga pedras hoje que se tornou governador e que à medida que baixa o nível da discussão episódios como do Jampa Digital virão à tona e esse mergulho na obscuridade penal só vai beneficiar José Maranhão cujo passado não esconde esse tipo de relacionamento.
 
Dentro desse festival de baixarias e de trocas de acusações, onde a lama vira munição, passa ao largo o candidato José Maranhão mostrando que não faz parte desse saco de gatos, o que deve fortalecer ainda mais o seu favoritismo já apontado pelas pesquisas.
 
Impropérios
 
O governador Ricardo Coutinho (PSB) fez uma live na noite desta terça-feira, 11, nas suas redes sociais e um dos temas abordados foi o ataque ao Presídio de Segurança Maxima PB 1 e o resgate de presos integrantes de uma quadrilha de atuação regional de explosão de bancos, conhecida como “Gang da .50”. O governador condenou o aproveitamento político do caso e cobrou explicações de parte da oposição, que segundo o governador, mantém algum tipo de relação com o crime organizado.
 
Ricardo citou os casos do “Romarinho”, que foi o alvo principal do resgate do PB1 e era servidor comissionado do gabinete do prefeito de Campina Grande e da candidata a deputada estadual, Valquíria Jane, do PSDB, que foi presa com carga roubada dentro de casa, inclusive munição para fuzil.
 
“Eles não dão explicações sobre essas relações e ainda ficam torcendo para alguma coisa ruim acontecer para vim criticar. Eles não tem moral para debater segurança comigo. O governo não faz pacto com o crime organizado”, destacou.
 
Ricardo falou ainda sobre Educação, Saúde, Geração de Emprego e Renda e respondeu a pergunta se internautas.
 
 

Fonte: Redação/portais

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