Jampa News

10/02/2019 às 10:41

João entre a cruz e a espada: ou joga a carga deteriorada que Ricardo deixou no mar ou vai a pique

Pelo clamor intenso nas redes sociais a opinião pública está exigindo um posicionamento do governador João Azevedo com tal impetuosidade que revele sua determinação de dar um basta às estripulias dos auxiliares que herdou de Ricardo Coutinho. 
 
A posição de avestruz adotada até agora por João tem gerado uma insatisfação muito grande e uma perplexidade maior ainda e a demora, para uma resposta veemente, contribuído para dar tons de cumplicidade aos desmandos que estão escandalizando a sociedade paraibana.
 
Nas últimas horas, os áudios divulgados em espaços da mídia que não se submetem aos conchavos de gabinetes do Governo expuseram uma promiscuidade que destruiu os conceitos republicanos, aqueles que enfeitavam os discursos do ex-governador Ricardo Coutinho e deram a ele munição para destruir muitos dos seus adversários, mas que a Operação Calvário demonstra que não foram abandonados pelos arautos da nova política.
 
O odor fétido que emana dos jardins dos girassóis depois das revelações feitas pela operação policial agravado na última sexta-feira com a exposição dos áudios mostra que a Paraíba em nada avançou no que diz respeito à moralidade e a ética.
 
A insatisfação e o repúdio que explodiu nas redes sociais não poupa ninguém principalmente o Judiciário e a Imprensa supostamente envolvidos nas maracutaias dos gabinetes, provocando críticas em tom veemente de indignação, revelando que a opinião pública está vigilante e atenta para a ramificação criminosa.
 
A imprensa paga seu preço pelo silêncio sobre a operação notadamente os meios mais influentes e acessados vistos como coniventes com as estripulias cometidas e prontos para tirar proveito dos atos criminosos trocando por verbas publicas a sua parcialidade.
 
A tentativa de restringir o mercado e deixar a parte do leão para uns poucos espertalhões serviu para despertar o censo critico da opinião publica que encontrou nessa tentativa capilaridade com a Operação Calvário agravada pela indiferença com que certos veículos se manifestaram em relação ao escândalo.
 
O que se percebe no burburinho das redes sociais é uma exigência para que João demonstre a sua indignação com os fatos denunciados afastando os suspeitos para que a permanência deles não se transforme em cumplicidade.
 
É fato para a opinião pública que João não tomou posse ainda e que de uma forma bem escrachada Ricardo ainda continua movimentando os cordéis do poder emprestando ao sucessor, cada vez mais, aquela imagem de mamulengo que os adversários de campanha tanto alardeavam.
 
A cada denúncia e a cada hesitação em mudar a equipe e formar uma com o seu perfil aumenta o descrédito da opinião pública na sua autoridade e na sua independência.
 
Jogar para fora os entulhos que a gestão de Ricardo deixou torna-se agora uma questão de sobrevivência para João: ou joga a carga deteriorada ao mar ou vai a pique.
 

Fonte: redação