Jampa News

25/09/2018 às 17:28

Falta de preparo: Morte de tenente ainda não foi esclarecida e suspeita de que o oficial foi morto por tiro de colega ganha consistência

Comandante consolou a família com palavras que não traduziam a verdade dos fatos Comandante consolou a família com palavras que não traduziam a verdade dos fatos

Passados 15 dias da misteriosa morte do tenente Erivaldo Moneta da Silva morto com um tiro na cabeça nada do trágico episódio foi revelado pelas autoridades encarregadas de investigar o caso. 
 
Em principio houve um discurso uníssono das autoridades de segurança a relacionarem a morte do tenente à invasão do presídio, o que seria uma prova da resistência do aparelho de segurança, mas isso foi posteriormente negado pelo secretário Claudio Lima.
 
O relacionamento da morte do tenente com a invasão e fuga dos bandidos teria sido insinuado pelo comandante geral da PM, Euler Chaves, aos familiares e amigos do tenente no seu enterro na cidade do Recife. 
 
Euller chegou a enfatizar que o tenente perdeu a vida igual a muitos colegas das policias brasileiros mortos no cumprimento do dever discurso que o coronel sabia não pode sustentar com provas, já que o inquérito ainda não foi concluído, mas que não o constrangeu diante da dor da família e dos amigos do jovem oficial.
 
Até então então o comandante ou não sabia ou escondia os índicios de que Moneta poderia ter sido morto por um tiro acidental disparado por um colega.
 
O discurso do coronel Euller depois entrou em sintonia com o do secretário de Segurança Claudio Leite que negou qualquer envolvimento do oficial da PM com os fatos relacionados à fuga espetacular na madrugada do dia 10 de setembro quando 92 apenados dispensaram os alvarás de soltura e ganharam as ruas para desmoralização plena do sistema de }Segurança do governo de Ricardo Coutinho.
 
Fogo Amigo
 
Passados 15 dias ganha cada vez mais consistências e indícios de que o Tenente Erivaldo Moneta foi morto por tiro disparado por um colega de farda numa evidente demonstração de despreparo muito mais do que acidente porque se supõe que dentro da viatura estavam militares capacitados para manusearem qualquer tipo de arma.
 
A morte do tenente nessas circunstâncias expõe outro drama da Segurança Pública promovida pelo Governo de Ricardo onde a preparação não se faz de forma adequada e teria sido essa falha na formação dos integrantes da corporação que matou Moneta e não o confronto com bandidos como se queria fazer acreditar no calor dos acontecimentos.
 
A morte de Moneta pode abrir uma discussão sobre a formação de praças e oficiais e pode ensejar a participação do Ministério Público para acompanhar como de fato estão sendo treinados os militares paraibanos.
 
Sabe-se que alunos dos cursos de formação de praças e oficiais estão sendo recrutado para o policiamento diário o que provocaria a perda da carga horária necessária e exigida para que o policial, praça ou oficial, possa ser colocado nas ruas.
 
Especialistas em segurança acreditam que o laudo pericial possa apontar imperícia na morte do tenente já que ele teria sido abatido por um tiro desferido de dentro do veículo.
 
Pressa sempre inimiga da perfeição
 
A morte do tenente e a chamada em caráter de urgência dos 500 aprovados no curso para soldado poderiam evidenciar todo desleixo do Governo na preparação do efetivo destinado a patrulhar as ruas das cidades paraibanas.
 
Segundo circula nos quartéis, os cursos de formação foram retirados do Centro de
Ensino da PM em Mangabeira para abrir espaço para os novos convocados e as aulas estariam sendo prejudicadas, o que pode resultar na piora da qualificação dessa mão de obra que deveria ser especializada para evitar tragédia como a que abateu o tenente Moneta.
 
Sugere-se que o Ministério Público faça uma inspeção no centro de Ensino da PM para ver se os cursos estão sendo legislado dentro dos critérios exigidos para a formação de praças e oficiais.
 
 
 
 

Fonte: Redação