Jampa News

11/11/2018 às 09:25

Dublê permanece blindado e farra de atestados não incomoda o comandante geral da PM

Renan conta com a conivência e omissão dos superiores Renan conta com a conivência e omissão dos superiores

Cada vez mais suspeita e complicada a situação do Alto Comando da Polícia Militar em relação ao caso do dublê de árbitro e soldado Renan Roberto figura central do maior escândalo do futebol paraibano. Apontado como um dos árbitros da FPF que manipulavam resultados, Renan também se mostrou mestre na arte da falsificação e desmoralização de atestado na corporação.
 
Segundo um dos sites especializados em esportes, o aptionacional.com.br, desde 2016, Renan foi flagrado apitando partidas de futebol da Série B do Brasileirão, em Londrina, em um jogo entre o Vasco Gama carioca e o time da casa depois de receber um atestado médico de um especialista em oftalmologia Petrucci Palitot, dos quadros de Saúde da corporação.
 
Pelo que citaram os árbitros auxiliares daquela partida, Renan apitou visivelmente fora de condições física, inclusive claudicando acentuadamente e com o tornozelo envolvido em faixas, o que confirma a lisura do atestado que devia ter sio encaminhado a CBF, mas não foi. 
 
Renan estava liberado dos serviços na corporação por força desses atestados dois num espaço de dias, resultado de uma torção no tornozelo numa atividade no quartel.
 
O episódio revelaria o caráter do árbitro acostumado a passar a perna nos superiores contando com a cumplicidade e a omissão dos mesmos, inclusive em episódios como o de agressões contra dirigentes de clubes paraibanos por sua conduta altamente suspeita e depois comprovada pelas investigações policiais.
 
Apesar de toda essa conduta criminosa revelada pelas investigações da Polícia Civil e do Ministério Público e do estardalhaço que a reportagem do Esporte Espetacular da Rede Globo alcançou no país nada incomodou o dublê e ele, tudo indica, continua palitando os dentes na corporação blindado pelas relações mais do que suspeitas com seus superiores.
 
Comando turbulento
 
O Comando Geral não emitiu nenhum posicionamento diante das graves acusações que pesam contra o militar; seu superior imediato, o comandante do centro de Ensino da PM, coronal Ronildo, aplicou apenas uma prisão de cinco dias, quando o inquérito instaurado sugeriu o Conselho de Disciplina cujo desfecho poderia afastar definitivamente o dublê da corporação, mas a cúpula da PM preferiu o silêncio atestando, assim, as relações de cumplicidade com o infrator.
 
O episódio, enfim, serve para mostrar o grau de dissolução que atingiu a Polícia Militar no comando do coronel Euller Chaves cuja trajetória nesses oito anos atravessou turbulências, as mais graves, onde o coronel foi alvo de denúncias cabeludas patrocinadas pela Ouvidora da Secretaria de Segurança, Valdenora Lafranchine, exonerada por Ricardo antes que arrancasse a máscara de Euller numa entrevista coletiva que nunca chegou ser dada interrompida pelo ato intempestivo do governador, que saiu em socorro do auxiliar da mais alta confiança e da mais entranhada intimidade.  
 
Valdenora lafranchine mora hoje em Minas Gerais - e ainda viva - e vista como um arquivo demolidor contra o comandante geral da PM cujo relacionamento com militares com o perfil do dublê é contumaz e alguns deles residindo em presídios como o PB-1 alimentando uma carga de ódio contra o superior capaz de atravessar oceanos para um acerto de contas.
 
Mas a vida tranquila do dublê e de seus superiores, incluído o governador, pode ter fim no próximo ano, caso prospere a intenção do deputado eleito, Walber Virgulino, de abrir uma CPI para investigar os desdobramentos da Operação Cartola. Virgulino também pretende transferir para o âmbito da Polícia Federal o inquérito que apura o escândalo que abalou o futebol paraibano.
 
 
 

Fonte: Redação