Jampa News

11/01/2019 s 08:02

Documento ajuntado a processo contra Euller no TCE diz que comandante useiro e vezeiro em driblar a Lei e iludir governadores; depois de exonerado a pedido Euller era para estar na reserva

Joo Azevedo estaria disposto pagar o preo de manter Euller no cargo Joo Azevedo estaria disposto pagar o preo de manter Euller no cargo

O cidadão Moacir Pereira de Moura - e seu procurador advogado José Espínola - demonstra estar determinado a retirar do Comando Geral da PM o oficial superior cuja patente de coronel eles contestam na Justiça por considerar que Euller Chaves usou de premeditada intenção de ludibriar vários governadores, inclusive o atual João Azevedo para conseguir seus objetivos pessoais.
 
Depois de ingressar com uma ação junto ao TCE contestando a nomeação de Euller para comandante no Governo de Ricardo Coutinho por considera-la irregular e apresentar provas robustas cujos indícios já foram aceitos e reconhecidos por diversos pareceres técnicos da corte faltando agora apenas à decisão do relator conselheiro Arnóbio Viana; o denunciante ingressou nesta quarta-feira (9) com mais uma medida contra o oficial da PM ajuntando ao processo em curso, novas provas que, na sua interpretação são suficientes para anular a nomeação de Euller para mais quatro anos no comando desta vez no Governo de João Azevedo. 
 
No pedido de ajuntada de documentos ao processo em curso que questiona a nomeação de Euller para comandante dado entrada nesta qarta-feira (9) no TCE, o cidadão Moacir Pereira de Moura alega que o oficial deveria estar agregado já que pediu exoneração do cargo e isso o remeteria imediatamente para a reserva impedindo assim sua nomeação para Comandante já que o cargo segundo a Constituição seria inerente a oficias da ATIVA.
 
Ainda de acordo com Moacir Pereira, Euller seria “useiro e vezeiro” em driblar as leis  e iludir governadores como fez com Cássio Cunha Lima quando invocou sua promoção a tenente-coronel sabendo que nem a legislação nem o regimento interno da corporação permitiam a promoção já que havia extrapolado o prazo de dois anos para trabalhar fora da instituição comissionado que era à época na Casa Civil do Governador.
 
Moacir apresenta mais provas da esperteza de Euller e diz na peça acrescentada aos autos nesta quarta-feira que ele agiu da mesma forma com Ricardo Coutinho ao aceitar o cargo de comandante sabedor que era da sua situação de agregado e da sua consequente reforma no posto de major.
 
O denunciante acrescenta que Euller também não hesitou em deixar de comunicar ao recém- empossado João Azevedo que, ao pedir exoneração, por menor que venha ser o lapso de tempo, ele estaria imediatamente na reserva impedido então de ser novamente nomeado para o cargo de comandante já que a função é exclusiva de oficiais da ativa.
 
Radiografia Moral
 
Para muitos a ação tem um caráter revelador da personalidade de Euller, sempre disposto a levar vantagem sem nenhum tipo de escrúpulo para alcançar seus objetivos tão determinado e tão sem escrúpulos, como revela a ação, que jamais titubeou para atropelar a Constituição e as leis que regem sua corporação.
 
Segundo essa parcela dos desafetos do comandante, o incrível nisso tudo é que essa personalidade amoral se mantém no Poder dispondo de poderes que colocam em risco os valores sagrados de uma instituição que tem por um dos pilares a disciplina e a decência. 
 
Para essa oposição significativa da caserna nada do que pratica Euller em termos de agressão aos bons costumes inibe o esquema político do qual faz parte e ele se eterniza na cadeira de comandante afrontando a todos e a tudo revestido de uma capa de hipocrisia que o faz se sentir ofendido e ultrajado quando revelada sua personalidade nebulosa.
 
Jabuticaba
 
A mais recente estripulia do comandante foi introduzir num  projeto de Lei para qualificar a Educação na PM uma jabuticaba que legalizaria as irregularidades identificadas por dois tribunais (TJ e STJ) reconhecendo vícios na comissão de promnoção de oficiais cujos disparates chegaram ao ponto de integraantes da comissão se autopromoverem ou promoverem familiares num festival de indoneidades que não escapou aos olhos vigilantes dos desafetos do comandante e foi parar na Justiça.
 
Tanto o TJ quanto o STJ identificaram vícios na comissão e nas promoções e recusaram os recursos impetrados pelo Governo do Estado, o que levou o comandante a mais uma investida contra a legalidade ao colocar no projeto de Lei uma escrescência que evitaria a sua provável condenação.
 
A manobra foi identficada pelo deputado eleito cabo Gilberto (PSL) e este portal divulgou sua intenção de tentar impedir a mutreta no que conseguiu êxito o deputado já que o ainda goverrnador Ricardo Coutinho ao ser alertado para a manobra do auxiliar recusou-se sancionar a Lei que salvaria o pescoço de Euller da guilhotina da Justiça.
 
Agora, fica mais do que evidente que, pela persistência do cidadão Moacir Pereira em revelar o caráter do comandante fica comprovado que o Governo de João Azevedo terá muitos problemas pela frente com a permanência do oficial no cargo, mas parece que João está disposto pagar para ver.
 
Atualizado às 7h: 42m

Fonte: Redao