Jampa News

06/12/2018 às 12:22

Divergências entre Julian Lemos e o filho de Bolsonaro podem obstruir os canais políticos na PB; presidente da legenda no Estado teria que funcionar como válvula de escape

O coronel pode funcionar como algodão entre cristais O coronel pode funcionar como algodão entre cristais

O vereador carioca Carlos Bolsonaro, filho do presidente eleito Jair Bolsonaro, tem se dedicado hostilizar pessoas que, de uma forma ou de outra ajudaram o capitão se eleger. Carlos já mandou recados para muita gente que, segundo ele, querem tirar proveito da vitória do pai para presidente.
 
Um dos alvos do vereador tem sido o deputado federal Julian Lemos, eleito pela Paraíba, e que passou toda campanha se proclamando coordenador eleitoral do presidente no Nordeste e visto como tal e tratado como tal principalmente depois de uma votação que surpreendeu a todos pelo fato de ser neófito na atividade.
 
Essa discussão não contribui para fortalecer a base política de Bolsonaro e muito menos atende aos interesses do estado que sonha com um representante forte junto ao presidente.
 
Na Paraíba, a legenda ainda é incipiente do ponto de vista da densidade parlamentar tanto no Congresso como na Assembleia legislativa e não pode se dar ao luxo de reduzir ainda mais essa influência abrindo frente com familiares do presidente principalmente com um grau de parentesco de tanta consanguinidade.
 
A legenda está no estado aos cuidados do coronel Francisco de Assis cuja habilidade para remover e transpor obstáculos é reconhecida e foi confirmada no processo eleitoral ao propiciar as condições para a eleição de ilustres desconhecidos no cenário político paraibano.
 
O coronel acaba de conquistar uma vitória significativa ao se reeleger para mais um mandato como presidente do Clube dos Oficiais e tem se mostrado um articulador habilidoso capaz de aparar arestas e de construir caminhos por onde as divergências encontrem soluções.
 
O coronel Francisco pode se transformar numa ponte por onde se encaminhem as postulações politicas do partido no estado e por onde retornem as decisões da cúpula nacional caso os canais não venham ser desobstruídos até o início do próximo Governo.
 
Repercussão
 
Dias depois de dizer que a morte do pai interessa também “aos que estão muito perto”, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC/RJ) sugeriu ao deputado eleito e vice-presidente nacional do PSL, Julian Lemos (PSL/PB), para “parar de aparecer atrás dele por algum motivo como faz sempre!”.
 
Atitudes infantis
 
As publicações de Carlos Bolsonaro dividiram os seguidores. A maioria deles, especialmente os do Nordeste, criticaram as “atitudes infantis” do filho de Bolsonaro. “Você acha pouco todas as dificuldades que houveram para eleger teu pai? Pra que continuar com atitudes infantis, desequilibradas? Já não basta o clima tenso da transição e você não se manca?”, diz uma seguidora.
 

Fonte: Redação/portais