Jampa News

22/10/2018 às 05:49

Declarações do filho de Bolsonaro elevam a temperatura política e expõe o desgaste da Justiça

Eduardo Bolsonaro indaga quem sairia às ruas para defender Gilmar Eduardo Bolsonaro indaga quem sairia às ruas para defender Gilmar

O clima da campanha atingiu o máximo da ebulição neste domingo com as declarações explosivas do deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidenciável Jair Bolsonaro. Reeleito com uma votação expressiva, Eduardo Bolsonaro disparou contra o TSE e o STF ao afirmar que bastariam um soldado e um cabo para fechar as instituições.
 
A declaração do deputado carioca, filho do homem que lidera as pesquisas, tem um conteúdo explosivo, porque coloca no centro das discussões, o desgaste de uma Justiça que se esmerou em se desmoralizar diante da opinião pública, quando permitiu a quebra da hierarquia, quando se empanturrou de privilégios, e quando se prestou ao jogo político partidarizando suas decisões, afora outros absurdos que favoreceram notórios marginais.
 
É sobre essa Justiça que se refere o deputado e é sobre os destroços morais dessa corte que ele tripudia ao afirmar que bastariam um soldado e um cabo para prender seus integrantes.
 
E vai mais adiante ao indagar quem sairia às ruas para defender esses ministros para protestar contra uma medida que fechasse esse tipo de tribunal que se mantém de pé apenas pela aparência e pela hipocrisia de figuras como Fernando Henrique, cujas relações de intimidade com determinadas carrancas togadas são do conhecimento público.
 
O que o filho do candidato a presidente está dizendo é o que expressiva parcela da sociedade brasileira pensa a respeito da Justiça e são apenas os corvos pousados numa tabuleta velha com a inscrição democracia que grasnam em defesa de uma corte que já rasteja há muito na lama do descrédito.
 
O que faltou ao PT é o que sobra a Bolsonaro: coragem para enfrentar essa turma de toga que há muito não impõe respeito e não tem limites, que há muito rasgou a Constituição e dobrou-se aos interesses espúrios do jogo político.
 
Quem sai em defesa dessa Justiça são aqueles que se especializaram em submetê-la, em subjugá-la, são os que se acostumaram tratar ministros pelo diminutivo depreciativo, pois onde já se viu uma presidente de Suprema Corte ser chamada de “Carminha” numa intimidade afrontosa, que escarnece da solenidade e do respeito que a toga exige.
 
Por tudo isso, um soldado e um cabo seriam suficientes para restabelecer a ordem e a decência nos tribunais brasileiros, aplaudidos pela população em delírio, aos gritos de: Prende e arrebenta!
 

Fonte: Redação