Jampa News

22/04/2019 às 09:17

De herói a vilão, Tião paga pela intempestividade de atos e palavras

Por duas vezes Tião garantiu a eleição de Adriano Por duas vezes Tião garantiu a eleição de Adriano

Pobre Tião Medonho, de aliado incondicional e festejado a alvo de chacotas e deboches nos espaços mais fieis ao socialismo paraibano. 
 
De salvador da pátria a terrorista foi um piscar de olhos, o interregno de um Governo, necessário para transformar o homem que garantiu a tranquilidade administrativa do segundo mandato de Ricardo destruindo urnas e desmontando esquemas previamente elaborados para garantir a reeleição de um dos principais desafetos do ex-governador - o ex-presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Marcelo, impedido de mais um mandato pelo acesso de loucura que acometeu Tião.
 
A eleição em que Tião revelou sua vocação para terrorista foi decidida por apenas um voto, o dele, quando o governo de Ricardo comemorava antecipadamente uma vitória folgada, que não aconteceu pela ação de traidores, e que foi salvo pela intempestividade de Tião conhecedor que era das mutretas armadas para reconduzir Ricardo Marcelo ao comando da Assembleia.
 
Naquele ano de 2015, uma reunião com auxiliares de Ricardo em uma agência de publicidade constatou-se que Tião teria debandado para o lado de Ricardo Marcelo e que sua mudança de lado colocava em risco o projeto de domínio do poder legislativo pretendido por Ricardo e que mais tarde se consolidaria com o papel preponderante de Tião no dia da eleição garantindo a vitória de Adriano Galdino por apenas um voto, o dele Tião Medonho.
 
O retorno de Tião as hostes socialista deu-se em grande parte pela intervenção deste portal ao publicar uma matéria narrando o encontro de Tião Gomes com Ricardo Marcelo supostamente patrocinado pelo radialista Fabiano Gomes que coordenava a reeleição do tucano aliado de Cássio.
 
A matéria publicada com detalhes do encontro transtornou Tião que literalmente invadiu o gabinete do secretário Luiz Torres para tomar satisfações com o que ele considerou um ultraje a sua condição de fiel aliado do governador da época.
 
Tião foi para a eleição com a obrigação moral de garantir a vitória do esquema governamental para não colocar a carapuça de traidor terminando por fazer o que fez: destruindo urnas e colocando por terra o sonho dos tucanos montarem uma trincheira para enfrentar o rolo compressor do socialismo robustecido pela vitória acachapante de Ricardo sobre Cássio.
 
Tião, e este portal de forma discreta deram a Ricardo a tranquilidade política para exercer o segundo mandato garantindo o controle da Assembleia por quatro anos com as gestões de Adriano e Gervasinho.
 
Não fosse a matéria do Jampanews expondo os acordos de bastidores provavelmente Tião teria ficado com Ricardo Marcelo e as turbulências políticas, não permitiriam o céu de brigadeiro em que Ricardo navegou, sem atropelos e desavenças com uma Assembleia hostil sob o comando tucano.
 
Mas é fato que os socialistas não sabem agradecer os favores que recebem e hoje Tião é alvo de graçolas e chacotas por ter, mais uma vez, decidido à eleição da Assembleia. (Jampanews)
 
Deputado “terrorista” e destruidor de urna assume Conselho de Ética
 
Tião Gomes foi eleito pelos seus pares, que o consideram uma figura equilibrada e ponderada
 
Um deputado estadual terrorista, que crê que deveria ter nascido no Líbano ao invés de Pombal, no Sertão paraibano, assumiu o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). Tião Gomes foi eleito para o cargo pelos seus pares, que o consideram uma figura equilibrada, ponderada e com todos os requisitos necessários para fiscalizar as futuras quebras de decoros na Casa de Epitácio Pessoa.
 
“Eles não sabem que eu nasci errado. Sou terrorista mesmo, sou guerreiro. Eu nasci errado, nasci em Pombal. Era para ter nascido no Líbano”, disse o deputado sobre a sua relação com o terrorismo.
 
Tião Gomes é mesmo terrorista. O seu histórico na ALPB sustenta esta afirmação que saiu da boca do próprio parlamentar. Nas eleições da Casa, em fevereiro de 2015, Tião quebrou o sistema eletrônico de votação da Assembleia, equipamento eletrônico que seria responsável pela apuração da votação da mesa-diretora. Ele não aceitou o resultado da eleição na época.
 
Seu Zé da Bodega, um morador de Mangabeira, foi entrevistado pelo The Sucupira Post e questionou: “Oxe, e se ele fosse presidente do Conselho de Ética quando aconteceu isso, ele cassaria ele mesmo?”
 
Helena Franceschinni, graduada em Relações Internacionais, por sua vez, citou o escritor e filósofo Zygmunt Bauman.
 
“Bauman fala da modernidade líquida e de como os valores estão fluídos e flexíveis, diferentemente de antigamente. O amor de hoje, não é mais o amor de ontem. A coragem de hoje, não é mais a coragem de ontem. Acho que o mesmo se aplicou aos conceitos de ética e decoro”, avaliou.
 

Fonte: Redação