Jampa News

06/08/2019 às 07:44

Coronel Euller aproveita inauguração de batalhão motorizado e mostra que atendeu a convocação de Adriano Galdino: todos com João

Amparado por braços fortes, Euller se mantém vivo no cargo Amparado por braços fortes, Euller se mantém vivo no cargo

Pode-se não gostar do coronel Euller – e muita gente não gosta – mas se é obrigado admitir: o homem é uma fera quando se trata de sobreviver no movediço mundo da política. Tido como girassol raiz, o coronel aproveitou a inauguração do Batalhão Motorizado que passa funcionar na Epitácio Pessoa para mostra sua evolução política e posou “acorrentado” ao governador João Azevedo numa demonstração de lealdade e fidelidade que deve estar engasgando algumas figuras do passado. 
 
Ninguém com mais capacidade de escapar das areias movediças da política do que ele e nada nem ninguém consegue abatê-lo mesmo sendo muitos os “caçadores” do coronel e muitas as oportunidades que os reveses da vida já aprontaram, mas o comandante segue ileso, atravessando o pântano por onde navega a balsa socialista, nesses dias tão tormentosos, onde alguns tripulantes de destaque já foram desembarcados.
 
Acuado, isolado num novo ambiente que se forma nessa gestão, onde a espinha dorsal do governo que se encerrou foi quebrada, o coronel mesmo tateando, procurando novos esteios para se apoiar, mantém-se agarrado ao poder como revela a foto que ilustra essa matéria.
 
Ela foi tirada na inauguração do novo Batalhão motorizado, e retrata o momento da bênção ao batalhão dada pelo capelão da PM, mas que, além do simbolismo religioso, expressa também um sentimento político de fidelidade e lealdade ao novo chefe do comandante, o governador João Azevedo.
 
Para os mais maledicentes, o coronel estaria atendendo aquela convocação e incitamento do deputado Adriano Galdino, presidente da Assembleia de “estamos todos com João”, sem hesitações e sem titubeios, num recado curto e grosso aos mais desatentos de que, um novo tempo se inicia e quem quiser participar dele tem que vestir a camisa, dar as costas ao passado, negar o messias do socialismo caboclo.
 
Pela contrição do retratado, a convocação do presidente da Assembleia Adriano Galdino encontrou ressonância no coração do coronel Euller e se havia alguma dúvida quanto a quem agora ele dedica fidelidade e lealdade, extremadas, a foto elimina qualquer suspeita mesmo aquelas mais persistentes, dos recalcitrantes, dos que, mesmo vendo não querem crer na convenção do antigo girassol raiz, que preferiu permanecer preso ao presente que seguir o exemplo dos colegas afastados pela coerência política e pela expiração do prazo de validade.
 
Ao contrário deles, o coronel optou por se manter fiel aos seus princípios e da forma como se converteu ao socialismo, depois de frequentar por muito tempo o aconchego dos Cunha Lima, agora adere aos aliados classe B, para não destoar de suas convicções, não se afastar dos valores que o levaram aos pícaros da carreira alçado por sucessivas e bem sucedidas manobras, guiado por um faro incomum para não perder o rumo dos acontecimentos.
 
E para os invejosos do sucesso alheio, o coronel pode esfregar na cara a corrente formada por ele e o governador capaz de suportar os arrancos de maldade, os puxões de tapetes, os alçapões do despeito, que ele não será derrubado amparado que se encontra pelos braços fortes do secretário e do governador.
 
Mas, abstraindo-se os detalhes políticos, a inauguração do Batalhão foi mais uma vitória do coronel que conseguiu transformar dois postos de polícia abandonados e sem utilidade em um batalhão especializado destinado ao combate aos ataques ao patrimônio, uma modalidade de crime que vem dando dor de cabeça ao aparelho de segurança, mas que pelo aparato anunciado está com os dias contados.
 
Ponto para o coronel.
 

Fonte: Redação

Notícias + Lidas