Jampa News

05/11/2018 às 05:38

Clube dos Oficiais terá eleição este mês de novembro; Governo tenta tomar última trincheira de resistência

Obscuro oficial do interior, coronel é escalado para disputar o Clube Obscuro oficial do interior, coronel é escalado para disputar o Clube

O ano “eleitoral” ainda não terminou apesar das urnas já terem definido quem serão os próximos mandatários do país. Mas, para não fugir a tradição aqui na Paraíba os embates ainda prosseguem e devem se arrastar até meados de novembro quando será escolhida a nova diretoria do Clube dos Oficiais da Polícia Militar e Bombeiros Militares.
 
Uma escolha que devia ficar restrita ao âmbito da categoria extrapola os limites da associação e ganha contornos de vida e morte para as correntes que se atracam na luta para manter o controle de uma das entidades mais representativas do estado e a única que se mantem como canal de resistência a impetuosidade política do governador Ricardo Coutinho contida parcialmente pelo Mito Bolsonaro, que impediu o governador de alçar voos mais largos no plano federal.
 
Três candidaturas estariam prontas a se apresentar assim que a data das inscrições for anunciada pela comissão eleitoral. Uma delas, a mais formal e longeva a do atual presidente coronel Francisco de Assis Silva, uma espécie de divisor de águas da história do Clube que pode ser contada antes e depois dele.
 
O Clube, a única entidade recreativa em atividade na capital oferece uma gama de serviços ao público civil e militar e suas estruturas abrigam e agregam uma multidão de pessoas cujo acesso as suas dependências inicia-se às 5 horas da manhã e se estende às 11 da noite.
 
São muitas as atividades esportivas e sociais e mais ainda o leque de serviços e atendimento que o Clube presta aos seus associados todo esse acervo regido e gerido pela competência inegável do coronel cuja abnegação a entidade não deixa de ser reconhecida até pelos adversários.
 
São 24 horas de dedicação a uma entidade que se apresenta vigorosa dentro de um cenário onde outras congêneres já fecharam as portas há muito tempo. Clubes da tradição de um Cabo Branco, de um Astrea sobrevivem apenas na memória dos mais velhos, e mais recentes como o Iate e o Jangada já fecharam as portas definitivamente, mas o Clube dos Oficiais contrariando essa tendência mostra-se cada vez mais pujante resultado do esforço e dedicação do seu presidente.
 
É contra essa folha de serviços que as demais candidaturas terão que se debater e contra ela apenas o argumento do tempo que pelo visto e construído não será fácil de apagar.
 
Chapa Branca
 
A segunda se apresenta apenas como sendo a do comandante geral cuja necessidade de se apossar do clube aumenta à medida que diminuem suas chances de permanecer mais quatro anos no Comando da corporação.
 
Não se sabe quais os propósitos e quais os objetivos do coronel escalado para representar a intervenção governamental no Clube, uma pedra enorme atravessada no caminho do Governo que tem sido responsável por derrotas espetaculares no campo da Justiça como a mais recente a conquista definitiva da paridade salarial.
 
Ciência e tecnologia
 
Uma terceira via se apresenta representada pelo tenente-coronel Onivan Elias com o discurso da independência e da renovação ao sugerir transformar o clube numa espécie de laboratório científico alinhando-se ao perfil de intelectual do candidato visto como uma das autoridades em segurança pública e cujo talento não foi amplamente explorado em razão do caráter pouco generoso do comandante geral, que atropelou, cerceou e alijou toda e qualquer manifestação de inteligência ao seu redor com o pavor que lhe é peculiar de sombra, atentado praticado ao longo desses oito anos contra a qualificação e aprimoramento de oficiais superiores, o que deve gerar danos à corporação em razão do aproveitamento e incitamento à mediocridade patrocinada pelo coronel Euller Chaves.
 
Onivan teria sido uma das principais vítimas dessa politica de atrofiamento intelectual imposta à corporação pela mesquinhez de caráter do comandante geral que encontrou respaldo junto a outro anão que se julga grande numa semelhança de postura que lembra muito o personagem Gulliver quando aportou a Lilliput.
 
Essas forças estarão em confronto ainda este mês e o futuro do Clube dos Oficiais estará em jogo cabendo aos seus associados decidir sobre o que pretendem para a entidade: se deve continuar trilhando o caminho da prosperidade ou se deve se submeter aos caprichos da mesquinhez.
 
 
 
 
 
 

Fonte: Redação