Jampa News

14/11/2018 às 11:10

Cadetes do Centro de Ensino da PM aprendem a estourar os bafômetros do Estado; aula prática no centro de formação inclui a gincana da cachaça

O Centro de Ensino foi transformado num grande arraial pelo comandante O Centro de Ensino foi transformado num grande arraial pelo comandante

O comando do coronel Euller Chaves pode entrar para a história da corporação por vários motivos nenhum deles edificante do ponto de vista da disciplina militar ou da eficiência. O coronel esmerou-se no aspecto político e, mestre na arte da dissimulação e da lisonja conseguiu se arrastar por oito anos entre trancos e barrancos, entre pífias reduções nos números da violência, porém suficientes para satisfazer o ego doentio do governador convicto que inventou a Paraíba e os paraibanos.
 
Euller sobreviveu às avalanches de provas recolhidas pela Ouvidoria da Secretaria de Segurança Pública, as matérias de cunho nacional sobre envolvimento com grupos de extermínios, a fúrias de aliados recolhidos aos presídios de Segurança Máxima de onde vociferam ameaças as mais cabeludas, sobreviveu à própria incompetência e prosperou no ambiente de escassez de inteligência que fertilizou ao seu redor.
 
Cercado de retumbantes nulidades, o comandante pretende continuar no comando e festeja hoje a aquisição de blindados e pistolas para o sistema penitenciário mesmo que sobejamente comprovado que elas não são capazes de impedir invasão de presídios, e, no estilo mais cabotino dos que já ocuparam sua cadeira alardeia a promoção de militares como se elas fossem realização de Governo e não direito adquirido e que consta do regimento da instituição.
 
Circuito da cachaça
 
Mas como prova maior da capacidade gerencial do comandante geral é possível que a festa das promoções seja concluída no centro de ensino da PM, que um dia já foi referência nacional, mas, hoje, entregue a vassalagem explicita de um subordinado oriundo do interior, serve de palco para histriônicas comemorações e extravagantes gincanas etílicas, onde aspirantes a oficiais aprendem a entornar litros e litros da mais deliciosa aguardente como se essa disciplina fizesse parte da grade curricular.
 
É possível até que a entrega do blindado e das pistolas inspire o comandante da unidade de ensino a aprimorar as gincanas etílicas e o governador possa presenciar como seus cadetes se preparam para a vida profissional ingerindo cavalares doses de aguardente e mostrar resistência para prestarem serviço à sociedade, completamente encharcados, o que não deixa de ser uma façanha.
 
Arraiá da cachaça
 
O Arraiá do coronel Ronildo já faz parte do calendário festivo do Centro de Ensino da Polícia Militar e todo ano cadetes e familiares se reúnem na Loucademia de Polícia para confraternização com colegas e superiores, tudo isso aprovado por oficio pelo comandante geral numa demonstração de que, novos costumes estão sendo inseridos paulatinamente na formação profissional dos militares paraibanos.
 
O que não se sabe ainda é se essa festa de tantas euforias já foi comunicada ao Ministério Público, a Força Tarefa de Combate a Embriaguez ao Volante, se os bafômetros já foram alertados, e se tudo isso é permitido pelo Código de Disciplina da Corporação que um dia já foi sóbria.
 
O espetáculo etílico promovido no Centro de Ensino da PM e que pode ser visto nas redes sociais levanta um questionamento quanto ao aspecto moral e ético de uma profissão que devia primar pela compostura e pela sobriedade. 
 
Seria de se perguntar se profissões como a Medicina também costuma promover esse tipo de confraternização e se médicos têm por hábito reunirem-se no Conselho de Medicina ou nas Faculdades para entornarem gigantescas doses de álcool e depois saírem pelas ruas dirigindo numa afronta aos bafômetros.
 
Se não conseguiu se sobressair com eficiência e sobriedade, Euller entra para a história da Polícia como o comandante que contribuiu para estourar os bafômetros do Estado.
 
Assistam no vídeo abaixo a fabulosa aula prática de embriaguês
 
Cachaça ainda mata um bicho desses.
 
 
 
 

 

Fonte: Redação