Jampa News

30/11/2018 às 08:35

Caçula de Bolsonaro diz que a morte do pai interessa a pessoas da intimidade do poder

Carlos desconfia dos vaidosos ao redor do pai Carlos desconfia dos vaidosos ao redor do pai

Uma declaração que não recebeu a devida atenção da grande imprensa, mas que repercutiu estrondosamente nas redes sociais, dada pelo filho mais novo do presidente eleito Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, vereador pelo Rio de Janeiro, no twitter, nesta quinta-feira (29), sobre as intenções funestas de pessoas próximas ao pai, causa preocupação pelos antecedentes.
 
Segundo o vereador carioca dentro do círculo da intimidade do presidente eleito existiriam pessoas disfarçando as intenções funestas, mas que se sentiriam realizadas com a morte de Bolsonaro.
 
Ele não cita nomes, mas suas declarações teriam endereço certo e serviriam para alertar aos mal-intencionados, que a família está alerta para esses objetivos fatais.
 
Bolsonaro elegeu-se contrariando muitos interesses, não apenas da esquerda, mas principalmente da direita elitizada que tinha outros objetivos políticos que o capitão deixou claro não seriam atendidos.
 
Para o filho caçula de Bolsonaro a vaidade seria o sentimento que moveria essas forças que supostamente tramariam contra a vida do presidente eleito.
 
Ele aponta a obsessão pela ribalta como o fator principal para alimentar as esperanças dessas pessoas de se projetarem ao poder.
 
O vereador não cita nome, mas é evidente que existem pessoas ao redor do presidente cuja atração pela mídia é quase uma doença e que podem almejar mais destaque do que o próprio governo e até do que o próprio presidente e teriam esquemas já plantados para conseguirem esses espaços midiáticos.
 
A declaração no twitter do filho do presidente deveria chamar a atenção geral do país pela gravidade, e elas não têm conotação leviana, muito pelo contrário chama atenção para forças terríveis que já protagonizaram golpes capazes de destruir a democracia brasileira.
 
Leia matéria abaixo com as declarações de Carlos Bolsonaro:
 
Morte de Bolsonaro interessa aos que “estão muito perto”, diz filho do presidente eleito
 
Em tom enigmático, o vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PSL) escreveu no Twitter que a morte de seu pai, o presidente eleito Jair Bolsonaro, não interessa somente aos seus inimigos declarados, mas também aos que estão muito perto”. “Principalmente após a sua posse! É fácil mapear uma pessoa transparente e voluntariosa. Sempre fiz minha parte exaustivamente. Pensem e entendam todo o enredo diário!”, publicou o vereador na noite dessa quarta-feira (28).
 
A publicação rendeu mais de 1,5 mil comentários até o momento. Carlos não se aprofundou no assunto nem respondeu às manifestações de seus seguidores. No início desta manhã, porém, voltou a postar sobre o atentado contra o seu pai em 6 de setembro em Juiz de Fora (MG).
 
“A pergunta que não pode calar e que muitos que se dizem ‘jornas’ fazem questão de ‘esquecer’: quem mandou matar Jair Bolsonaro? Será que se fazem de idiotas por que foi um ex-membro do Psol e simpatizante do PT?”
 
Carlos Bolsonaro reassumiu ontem o seu mandato de vereador. Ele ficou afastado no período eleitoral para cuidar das redes sociais da campanha do pai. No último dia 22, o vereador anunciou sua saída da equipe de transição após atritos com auxiliares de Bolsonaro. O futuro ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, é apontado como o principal desafeto do segundo filho do presidente eleito.
 
Na semana passada Bebianno declarou que Carlos poderia assumir a Secretaria de Comunicação da Presidência. O vereador refutou a ideia publicamente logo em seguida.
 
“Caráter não se negocia. Quando há compulsão por aparecer a qualquer custo, sempre tem algo por trás. Somos humanos e falhamos, mas a procura por holofote é um péssimo indicativo do que se pode esperar de um indivíduo. Jamais trairei meus ideais”, escreveu Carlos no Twitter.
 
Na ocasião, ele informou que estava se afastando da gerência das contas das redes sociais do pai, função que exercia há dez anos e considerada fundamental para a eleição de Bolsonaro.
 
 
 

Fonte: Redação/Congresso em Foco