Jampa News

20/09/2018 s 07:55

Black Friday expe a incompetncia das autoridades para combater o crime organizado; comrcio de celulares rentvel e rotina em todos os presdios da PB e do pas

Todo aparato para revelar o que todas as esquina da PB j sabiam Todo aparato para revelar o que todas as esquina da PB j sabiam

A longa e fastidiosa entrevista dada pelas autoridades para tentar reverter à repercussão da invasão do PB1 reflete e expõe o quanto está envolvido e atolado na corrupção o sistema penitenciário paraibano e do quanto é impotente e até cúmplice.  

A entrevista não revelou nada de novo a não ser o grau de comprometimento do sistema de segurança, que imitando a cavalaria americana  só chega para recolher os destroços, ou na melhor versão brasileira, apenas para fechar as porta depois de arrombadas.
 
Não precisava de todo o aparato do qual foi revestida a entrevista nem muito menos do festival de siglas para traduzir a incompetência dos órgãos que se enfileiraram para explicar o óbvio ululante de que teria havido participação e colaboração internas, pois só assim ações criminosas como a invasão do presídio podem ter êxito
 
Criaram uma Operação Black Friday para apreender o que nunca devia estar dentro do presídio e para explicar o que todo mundo já sabia: que o sistema estava envolvido e que no mínimo o secretário da pasta devia ter sido afastado por excesso de incompetência para ser elegante com o cidadão.
 
O que a opinião pública quer saber é como um ambiente de tal comprometimento e promiscuidade com a criminalidade prosperava dentro do presídio e que ao ser descoberto seus dirigentes cumpram apenas o constrangedor e humilhante papel de justificar sua inoperância sem que sejam sumariamente demitidos ao bem do serviço público.
 
Mais uma vez a responsabilidade foi jogada para os peixes miúdos e os tubarões continuam placidamente recolhidos nas sombras ou mantidos em seus cargos, porque fica mais do que evidente que um negócio rentável desse não incluiria apenas dois agentes penitenciários, partindo do fato de que, não houve reação de dentro do presídio para conter a invasão, o que sugere que a colaboração foi muito mais extensiva do que querem revelar e reconhecer os cavalheiros que se manifestaram na coletiva. 
 
A entrevista tem o aspecto grotesco de um circo mambembe e em nada esclareceu a sociedade desde que, os principais responsáveis se limitaram a arrotar uma eficiência que a invasão do presídio desmoralizou estrondosamente e se limitaram anunciar punição para duas piabas que navegavam naquele mar de suspeitas.
 
Em toda e qualquer esquina da Paraíba se tinha conhecimento desse mercado de celulares dentro do presídio PB1 e em todos os demais e para constatar isso não precisaria de Black Friday nem de tanta solenidade bastante consultar familiares dos apenados para se ter conhecimento de tráfico tão vergonhoso nas barbas do coronel. (Jampanews)
 
Esquema desmontado cobrava até R$ 50 mil de detentos do PB1 por smartphone
 
Quatro pessoas foram presas em flagrante – entre elas dois agentes penitenciários – e uma pessoa foi autuada na operação “Black Friday”, deflagrada desta quarta-feira (19), em João Pessoa, pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado do Ministério Público Estado da Paraíba (Gaeco/MPPB), pela Delegacia Especializada no Combate ao Crime Organizado (Deccor) e pela Gerência de Inteligência e Segurança Orgânica da Secretaria de Administração Penitenciária (Gisop/Seap).
 
Elas são acusadas de integrar uma organização criminosa que comercializava aparelhos celulares no PB1, o presídio de segurança máxima ‘Dr. Romeu Gonçalves de Abrantes’, localizado na Capital paraibana, e deverão ser indiciadas pelos crimes de corrupção ativa e passiva (artigos 317 e 333 do Código Penal), lavagem ou ocultação de ativos financeiros (artigo 1° da Lei 9.613/1998) e participação em organização criminosa (artigo 2° da Lei 12.850/2013).
 
Além das prisões, os órgãos que integram a operação também conseguiram recuperar alguns aparelhos celulares que foram comercializados na unidade prisional e providenciar o bloqueio de outros aparelhos.
 
Coletiva
 
As informações sobre a operação foram dadas em entrevista coletiva à imprensa, realizada na Secretaria de Administração Penitenciária do Estado, em João Pessoa. Participaram dela o promotor de Justiça e coordenador do Gaeco, Octávio Paulo Neto; os secretários de Administração Penitenciária e de Segurança Pública e Defesa Social, Sérgio Fonseca de Souza e Cláudio Lima, respectivamente, e o delegado Allan Terruel.
 
O representante do Ministério Público da Paraíba explicou que após a explosão do PB1 – ocorrida no último dia 9, para resgatar apenados que cumpriam pena na unidade de segurança máxima e que resultou na fuga de mais de 90 presos -, os órgãos de segurança e inteligência constituíram uma força-tarefa para identificar as vulnerabilidades da unidade prisional e tentar compreender melhor o que havia acontecido. Segundo ele, a operação realizada hoje é um desdobramento dessa força-tarefa. “A utilização de equipamentos telefônicos em ambientes prisionais é um dos maiores males que atinge a sociedade como um todo, até porque é através desses aparelhos que vários crimes são gestados. Isso expõe a segurança do ambiente e dos próprios policiais”, disse.
 
Já o secretário de Administração Penitenciária informou que os dois agentes presos deverão ser responsabilizados nas esferas administrativa, criminal e civil e destacou que eles não ‘‘mancham’’ a imagem da categoria, já que a maioria dos agentes penitenciários do Estado da Paraíba trabalha com profissionalismo e seriedade. “É importante que fique registrado que os valores negociados (de acordo com as investigações, os celulares eram vendidos a R$ 15 mil e os carregadores, a R$ 5 mil) denotam o profissionalismo e a seriedade dos demais agentes, porque o alto valor dos aparelhos demonstra como é difícil a entrada desses equipamentos na unidade”, disse.
 
O secretário de Segurança, Cláudio Lima, por sua vez, disse que, a princípio, a operação de hoje e a explosão do PB1 são fatos isolados, mas que as investigações e a força-tarefa vão continuar, com o objetivo de elucidar melhor os fatos. Como medida de segurança, o detento Livaci Muniz da Silva, conhecido como ‘Galeguinho’, também foi transferido para o presídio de Porto Velho, em Rondônia. Ele é um dos quatro presos que teriam motivado a ação de resgate no PB1, no último dia 9 de setembro.
 
Lima também parabenizou a atuação do Ministério Público da Paraíba, em relação ao trabalho desenvolvido para combater os “maus agentes públicos”. “Todos acompanharam o trabalho hercúleo dos órgãos de segurança, após o episódio do PB1, que deixou toda a Paraíba perplexa. Todos os órgãos se uniram nesta força-tarefa e esse não será o primeiro nem o último trabalho. Hoje, aconteceram quatro prisões importantes e o trabalho vai continuar”, disse.
 
O esquema
 
O delegado Allan Terruel explicou que foi instaurado um inquérito policial e que foram feitas oitivas para investigar informações sobre a entrada de equipamentos celulares no presídio. Com o trabalho, foi possível identificar um depósito em dinheiro na conta de uma mulher que tinha ligação com um agente penitenciário, que passou a ser monitorado.
 
Através das investigações, foi possível descobrir que um preso do PB1 fazia a negociação com dois agentes penitenciários que cobravam R$ 15 mil, em média, por um aparelho celular (dependendo do modelo do smartphone e tamanho, o preço poderia chegar a R$ 50 mil). O valor era rateado entre os apenados e pago ao grupo criminosos. Dois pagamentos foram acompanhados com autorização judicial pelo Gaeco e pela Polícia Civil, um deles no valor de R$ 2 mil e outro, realizado hoje, no valor de R$ 4 mil, o que possibilitou as prisões em flagrante dos envolvidos.
 

Fonte: Redao/portais