Jampa News

07/01/2019 s 07:39

Ator morre esfaqueado no Centro Histrico a pequena distncia do maior batalho de Polcia do Estado; regio a mais violenta da cidade apesar do aparato policial

Mais um cadver; agora atirado aos ps de Joo Azevedo Mais um cadver; agora atirado aos ps de Joo Azevedo

Dois fatos distintos revelam o quadro da Segurança Pública na Paraíba fruto da mentalidade estabelecida. Os dois ocuparam espaços na mídia: o primeiro com o objetivo de mostrar serviço e o segundo comprovando que a estratégia recorrente não consegue conter a violências e só produz publicidade barata visando à manutenção da mediocridade que impera há oito anos no setor.
 
Enquanto militares de uma obscura companhia de Polícia trombeteia a prisão de dois suspeitos portando armas no interior do estado, e a ação corriqueira e banal ganha espaços na mídia atrelada à propaganda governamental na capital um jovem ator e professor de teatro morre esfaqueado no Centro Histórico localizado próximo a dois quartéis da Polícia Militar comprovando o quanto é deficitária e mal planejada a política de Segurança do Estado implantada desde a época de Ricardo quando gigantescas mesas redondas reunindo o suprassumo da estupidez do setor anunciava com estrondo a redução da violência.
 
Para infelicidade dos paraibanos tudo na Segurança não passa de maquiagem e pirotecnia que parece vai se eternizar nesse novo governo e a realidade insiste em desmentir a tão propalada eficiência, e cidadãos continuam morrendo no meio da rua nas proximidades dos quartéis sem que os responsáveis pelo setor consigam explicar essa deficiência e continuem plantados nos cargos.
 
O ator e professor Simão Cunha foi mais uma vítima dessa indigitada mentalidade de medíocres que prospera sem freios e que vai se mantendo a custa de prisões corriqueiras pelo interior afora sem, contudo, ter uma resposta eficaz para as explosões de bancos, de presídios e de homicídios brutais, que satisfaça a opinião pública.
 
Indigitado
 
Simão saia de uma inauguração no perímetro do Centro Histórico quando foi abatido a facadas, vitima de assalto numa das regiões mais perigosas da cidade apesar de sua importância e da presença maciça de efetivo policial já que nela está localizado o maior batalhão de polícia do estado.
 
Mas nada disso garantiu a vida do jovem ator e professor e hoje a família e os amigos choram a sua morte prematura e o Governo através de sua força policial deve sair às pressas atrás de tapar o sol com a peneira.
 
A região do Centro Histórico e a malha comercial ali existente são palcos da ação desenfreada dos marginais: assaltos, roubos e homicídios são cometidos com frequência quase que na porta dos quartéis sem que a Polícia dê uma resposta convincente para essa realidade de horrores.
 
Recentemente, um tiroteio entre marginais no terminal de integração, um dos locais mais movimentados da capital localizado por trás do Primeiro Batalhão de Polícia matou uma pessoa e feriu duas e por pouco naõ se transforma em chacina e o homem que comanda todo esse efetivo continua sentado na cadeira locupletando-se de uma remuneração que sofre contestação na Justiça.
 
Mas também se morre dentro dos quartéis na Paraíba: o sargento Josélio, de 52 anos, do Corpo de Bombeirtos, foi morto dentro de uma unidade militar em Mangabeira por uma marginal que levou sua arma comprovando que em termos de segurança nem a polícia está segura.
 
Mal começou o Governo de João Azevedo e já se depara com a mesma deficiência na Segurança que ensombreceu o Governo de Ricardo. É de se perguntar quantos cadáveres serão necessários para que se promova a mudança que se faz urgente no Comando da PM.
 
Quando alguém morre praticamente na porta de um quartel numa região que em tese devia ser constantemente policiada pela frequência de turistas e pelo número de eventos, principalmente aos finais de semana, não precisa dizer que algo vai errado e há quanto tempo vem errado.
 
Ou será que teremos que trazer policiais do interior para mostrar ao comandante como se trabalha com prevenção. Vai pra casa Euller, seria esse o maior serviço que prestaria a sociedade.
 
 

Fonte: Redao