Jampa News

16/10/2018 às 11:21

Apavorado com o desempenho do “Mito”, RC comanda a máquina pública sem pejo e sem restrições; governador convoca servidores para engajamento na campanha de Haddad

Ricardo sonhando com um Ministério na esplanada Ricardo sonhando com um Ministério na esplanada

O governador Ricardo Coutinho “calçou os congas” como gosta de dizer quando se empenha numa campanha. Depois do massacre que promoveu contra a oposição na Paraíba, Ricardo agora aquece os motores para alçar voos mais largos e sonha pousa na Esplanada dos Ministérios, caso Fernando Haddad seja eleito.
 
Os congas de Ricardo têm certa semelhança com as sandálias de Hermes, aquele deus da mitologia grega que patrocinava o comércio e os ladrões, e adorava pregar peças nos colegas do Olimpo, algo parecido com o que o governador paraibano gosta de fazer aqui embaixo com os adversários
 
Depois de massacrar os adversários no Estado, Ricardo tem aparecido ao lado de Haddad já com pose de ministro e se prepara para travar uma batalha de vida ou morte com outro mito da política da atualidade, o capitão Bolsonaro, líder das intenções de voto no segundo turno e o único capaz de por um ponto final na arrancada espetacular de Ricardo rumo ao planalto central.
 
Ricardo tem como pano de fundo de suas ambições políticas que não são nada modestas, o cenário nacional; e um ministério no hipotético governo petista seria a plataforma ideal para alcançar esse objetivo, e de lá, sair pilotando, agora uma máquina federal, para acabar de trucidar com o que resta da oposição, entrincheirada em dois bastiões, Campina e João Pessoa.
 
Agora, no meio tem uma pedra que responde pelo nome de Jair Messias Bolsonaro e essa pedra pode espatifar os projetos de Ricardo caso o capitão seja eleito como apontam as primeiras pesquisas para o segundo turno.
 
Essa probabilidade cada dia mais real tem tirado o sono de Ricardo que se mobiliza para mostrar serviço. O governador tem sido visto em áudios e vídeos pelas redes sociais, sem o menor receio a legislação eleitoral convocando servidores públicos a se engajarem na campanha do petista.
 
As reuniões são em espaços privados, mas fica visível que a plateia é composta de servidores públicos, que a lei faculta o direito de, nas horas vagas e fora das repartições, manifestarem-se politicamente.
 
Sem subterfúgios, Ricardo avisa nos vídeos e áudios que tem que ter empenho e cobra esse empenho despudoradamente como se ele agente público investido da autoridade de Governador, não tivesse limites e restrições.
 
Se apesar desse incitamento não ferir a legislação, o comportamento revela o quanto a máquina esteve empenhada na campanha de João Azevedo e de quanto dela dependeu o insosso e desconhecido afilhado para alcançar a vitória estrondosa que alcançou.
 
Sem nenhum pejo, o governador reúne servidores públicos e incentiva a massa de funcionários do estado se desdobrar em prol do seu candidato a presidente, assim como certamente se desdobrou para a vitória de João quando do último pleito.
 
São pelo menos 120 mil cabos eleitorais em movimento sob o comando do socialista, um exército que, se bem orientado pode causar o estrago que causou na eleição para governador.
 
Não se sabe ainda a posição do Ministério Público em relação a essas manifestações afrontosas, que apontam escandalosamente para o uso da máquina pública sem limites e sem restrições.
 
 
 
 
 

Fonte: Redação