Jampa News

08/07/2018 às 09:56

Ao tentar viabilizar candidatura de acólito, Ricardo confirma que todo político calça 40; governador esquece Lula e abraça algozes do PT

Ricardo não se inibe em abraçar o joio e o trigo Ricardo não se inibe em abraçar o joio e o trigo

Fica cada vez mais difícil para o eleitor entender o significado que o governador Ricardo Coutinho (PSB) quer emprestar ao que ele chama de forças do atraso na política paraibana. De forma despudorada, Ricardo tem corrido atrás dos algozes do PT, dos que apoiaram o impeachment num festival de contradições que causa perplexidade ao eleitor.
 
Adventista de novos tempos na política, aonde reclama - e exige - valores republicanos nas relações, Ricardo abdica desses conceitos quando chegado o tempo das coligações, aproximando-se e paparicando o que tem de mais repudiado e execrado nessa atividade como fica comprovado nas suas parcerias com Cássio Cunha Lima cuja trajetória sempre foi diametralmente oposta a do socialista pelo menos em tese e em discursos, mas a quem recorreu quando as conveniências de 2010 exigiram e abafaram seus pruridos, convencido que foi à época pelo então escudeiro Nonato Bandeira das vantagens que essa união propiciaria como propiciou assegurando-lhe o Governo do Estado com quem disputou contra um velho aliado que o ajudou subir as escadarias do Paço Municipal dois anos antes.
 
Essas incoerências do patrono de João Azevedo confundem as mentes mais crédulas do contingente eleitoral, mas não embaçam aquelas mais atiladas e atentas às manobras políticas do Mago a perscrutarem o seu vai e vem de fariseu com certa perplexidade.
 
Depois de abraçar Cássio e de beijar Maranhão nada mais causa asco ao governador e ele continua sua trajetória de refinado oportunista a se aliar e a se agarrar aos náufragos de todas as legendas, como faz agora com o mais autêntico representante das forças reacionárias, aquelas que abateram o líder maior desse país a quem Ricardo prestava suas homenagens até recentemente e a quem foi visitar na solidão do cárcere.
 
Raimundo Lira é o principal algoz do Governo do PT ao se prestar a presidir a mais retumbante farsa política deste século, mas nem esse papel execrável desempenhado pela nulidade que Lira exprime inibe Ricardo de incensa-lo em troca do apoio de uma legenda cujo presidente falecido também já lhe aplicou uma rasteira, em 2014, ao abandoná-lo ao apagar das luzes, arribando com o que lhe coube dos recursos financeiros de campanha para junto do seu opositor.
 
Nada explica essa abordagem ao sujeito que desistiu de se reeleger senador depois de constatar a sua anorexia política e de se refugiar no exterior onde vive e goza os prazeres proporcionados por sua fabulosa fortuna, construída com as facilidades que um país de corruptos costuma conceder ao empresariado como tem sido revelado por parte das investigações atuais.
 
Ricardo não enxerga incoerência no fato de correr atrás de quem presidiu a queda da presidente do partido que lhe lançou na vida pública e a quem sempre manifestou respeito e admiração ao ponto de organizar e liderar a recepção extraordinária que o Nordeste manifestou ao ex-presidente encarcerado promovida em Monteiro.
 
Ao abraçar Lira e ao identificar nele virtudes que não são visíveis ao olhar dos eleitores, Ricardo contribui de forma enfática para esvaziar mais ainda uma candidatura que custa a inflar, além de tornar inapropriadas as críticas ao que chama de velho e de atraso, mostrando com sua postura e com seu discurso de fariseu que todo político calça quarenta e que todos são farinha do mesmo saco, incluído Sua Excelência. (Jampanews)
 
Acendendo vela para defunto ruim
 
Os elogios do governador Ricardo Coutonho (PSB) ao senador Raimundo Lira (PSD) não foram gratuitos. Ricardo insiste em ter o apoio do partido à pré-candidatura de João Azevêdo (PSB). Ele já conversou, pessolmente, com Eva Gouveia, presidente estadual da legenda e agora tenta convencer o filho de Rômulo Gouveia.
 
Ontem pela manhã(5), Pablo Gouveia foi visto no Hotel Manaíra, em João Pessoa, com um grupo de deputados governistas. A ideia é convencer a família Gouveia a participar da chapa de Azevêdo. Ricardo quer Raimundo Lira (PSD) disputando a vaga de vice-governador. Até agora, estratégia do PSB não tem surtido efeito, já que o PSD reiterou apoio a Lucélio.
 

Fonte: Redação/portais