João Azevedo

João Azevedo recomenda aos deputados da base enclausurar Ricardo no silêncio

O famoso estrategista Sun Tzu no seu livro A Arte da Guerra ensina que a melhor forma de eliminar um inimigo é não falar dele, sepultá-lo no silêncio. Pelo visto, o governador João Azevedo optou por essa estratégia milenar, que até hoje influencia os círculos militar e econômico, ao recomendar aos deputados de sua base, que omitam o nome do rival Ricardo Coutinho e evitem polemizar com o desafeto político, tática que se levada ao contento pode jogar Ricardo no ostracismo político.

Sem altercadores, sem refutação, sem polemizar, Ricardo será retirado do ambiente que atua melhor e terá seus espaços reduzidos, se por acaso suas provocações caírem no vazio da indiferença premeditada.

Ao não receber respostas, o Mago ficará falando sozinho e a sua credibilidade, em queda livre, como demonstram as pesquisa, tenderá a aumentar, já que o volume de atropelos judiciais, que se avizinham, será suficiente para desmoronar o pedestal em que se colocou.

Intempestivo, belicoso, Ricardo precisa da polêmica para se consolidar como liderança e, mesmo diante dos reveses judiciais, que se projetam no horizonte, e que já se consumou como tragédia moral para gente como Livânia Farias, não abandona a pose republicana, e fala como se as investigações não tivessem arrancado a máscara de probidade que ostentou por todo esse tempo.

A orientação do governador para enjaula-lo no silêncio, antes mesmo da conclusão dos inquéritos policiais, tem um toque de sadismo, de requinte de perversidade de alguém que sabe com quem está lidando e o que é preciso para neutraliza-lo.
A passagem de João Gonçalves, amigo do governador dos tempos do pião, da bola de gude, dos papagaios e do esconde-esconde em Cruz das Armas, pela Assembleia Legislativa, pode ter um desfecho melancólico para Ricardo, caso os deputados percebam toda extensão da estratégia concebida pela engenharia política do Palácio da Redenção: ele será enclausurado no silêncio.

João Gonçalves revela que governador orientou deputados do PSB a não rebaterem Ricardo

O secretário estadual de Articulação Política, João Gonçalves, em rápida passagem pela Assembleia Legislativa, na manhã desta quarta-feira (18), revelou que o governador João Azevêdo orientou os membros de sua bancada de sustentação política, especialmente os que pertencem ao PSB, a não inflarem a crise interna do partido na mídia.

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“O governador, que é um homem focado na sua administração, quer preservar a imagem do partido e do governo. Por isso, nos pediu para não rebater as críticas do ex-governador Ricardo Coutinho. Ele pediu que, ao invés de proliferar a crise interna do partido, a bancada se concentre no trabalho, produzindo leis e ajudando ao governo no crescimento do estado e na melhoria das condições de vida do povo paraibano”, disse.

O deputado disse que a crise interna do PSB deve ser discutida internamente, mas na hipótese de não acontecer o entendimento entre os grupos do governador João Azevêdo e do ex-governador Ricardo Coutinho, “cada um deve seguir o seu caminho”. O deputado deu a entender que optará pelo governador, de quem é amigo pessoal “desde pequeno”.
“Conheço João desde pequeno, quando ele era bodegueiro lá em Cruz das Armas”, declarou João Gonçalves, lembrando que, em governos anteriores – a exemplo da gestão de Cássio Cunha Lima (PSDB) – rejeitou convites para ser secretário de Estado, mas só agora decidiu aceitar ao convite “pela relação de confiança recíproca” que mantém com o atual governador da Paraíba.

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