Gaeco desmoralizou política de continuidade de RC ao revelar a rede criminosa que pilhava o Estado; João precisa se livrar dessa herança maldita

Por mais que se tenha mantido às margens das investigações policiais, essas que estão reformando seu Governo, à relutância de João Azevedo em promover a faxina, aquela que seus aliados esperam e a sociedade exige, tem comprometido a reputação de sua gestão, pela extensão da infiltração que a passada demonstra ter na máquina oficial, contaminando quase todos, ou todos os setores do organismo estatal.

Investigações do Gaeco desmoralizaram a política de continuidade; a pilhagem não pode continuar

Não adianta João se entrincheirar em números, e índices de popularidade e aprovação, que não serão suficientes para aplacar a sede de poder e de justiça que os escândalos açularam.

Tanto os aliados, ansiosos por espaços na máquina entupida de ricardistas suspeitos, quanto à sociedade, sedenta de justiça, exige do Governador um posicionamento firme e definitivo em relação a essa política de continuidade que o Gaeco desmoralizou ao revelar a rede criminosa que agia na gestão passada.

Coronel Euller foi proibido pelo juiz de visitar os quartéis, impedido até de fazer inspeções

Saúde, Detran, Cinep, Planejamento, Secom, Educação, Turismo, Polícia Militar, enfim, uma quantidade expressiva de setores já estão sendo investigados ou passíveis de investigação em decorrência dessa política de continuidade onde tudo é suspeito e nebuloso.

E o mais grave nessa situação é que, à medida que as investigações evoluem levantando a participação de cada um e cada um sendo conduzido às celas, quem vai tomar conta deles é o Estado investigado com seus agentes suspeitos de envolvimento e participação na pilhagem do dinheiro público, porque, tão devastadoras as revelações do Gaeco até agora que, poucos pouquíssimos sobreviverão a essa catástrofe moral que foi o governo passado.

Ivan pode estar sendo guardado pelas raposas

Diante desse grau de cumplicidade, onde tudo o que cheira a girassol tem cheiro desagradável, todo sistema penitenciário perde a legitimidade para custodiar os presos da Operação Calvário pelo fato comprometedor da política de continuidade.

Ela retira a lisura dos guardiões supostamente com algum tipo de ligação aos interesses do esquema criminoso já que, por ele designados, e a ele ainda ligados por fortes elos de lealdade e fidelidade, que fatos ainda obscuros e sombrios sugerem.

O Estado investigado criou uma ala na média para guardar presos especiais

Presos da importância para as investigações como o ex-secretário Ivan Burity, não podem ficar sob a custódia de um estado devastado pelas investigações policiais, e cujo corpo de auxiliares não foi modificado levando para dentro da nova gestão todo tipo de suspeita de envolvimento à medida que as sucessivas etapas da Operação Calvário desmantelam o que resta de probidade.

A relutância do governador em dar início a uma gestão livre dessa carga pesada não contribui para manter aceso o entusiasmo que suas tímidas manifestações de altivez despertaram nos paraibanos, ansiosos de se livrarem da mazela moral que representa o esquema corrompido da gestão passada.

Cautela e Caldo de Galinha

E é preciso ter cuidado caso promova a reforma radical que certos murmúrios anunciam nos bastidores, para que não fiquem prepostos desse esquema criminoso, onde alguns nomes já foram postos sobre a mesa do governador diante da iminência de serem substituídos, até janeiro, na cavilosa intenção que nada mude e tudo continue como dantes.

João precisa tomar canja de galinha para não nomear seis por meia dúzia

O governador, se por acaso venha promover a reforma, deve acautelar-se para não trocar seis por meia dúzia como fez na área da comunicação. Já se sabe que nomes ligados ao esquema de pilhagem estão sendo sugeridos como substitutos desses tubarões, no afã de repetirem aquilo que Ricardo tentou nos hangares: manobrar nas sombras.

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