Feliz Natal: Comandante resiste às tormentas, sobrevive a uma enxurrada de denúncias e é contemplado com 7,5 milhões de suplementação

Algo que está se tonando exaustivo e inconsequente, seriam as sucessivas denuncias contra a gestão do coronel Euller à frente da Policia Militar. Uma verdadeira enxurrada de documentos e evidências de desvio de recursos públicos escorre pelo noticiário cotidianamente e nada prospera contra o coronel nem mesmo aquilo que salta a vista como a aquisição de toneladas de alimentos para um rancho desativado, e recursos para manutenção de uma frota totalmente locada, o que dispensaria qualquer vintém para esses tipos de despesas.

Nada altera o prestígio do coronel nem mesmo as queixas dos superiores

O coronel é um mistério de longevidade no serviço público mesmo toda legislação vigente apontando para sua reforma completamente ignorada pelos sucessivos governos socialistas, onde o prestígio de Euler jamais foi abalado mesmo quando atividades suspeitas são denunciadas por superiores hierárquicos.

Compras de coturnos, aquisições de boinas, fundo de saúde, promoções irregulares, toneladas de alimentos para uma corporação que não tem mais rancho, aquisição de peças para carros locados, diárias as mais nebulosas, enfim, um mundo de escândalos que detonaria qualquer pessoa que não o coronel apontado por relatórios como suposto mentor de uma rede de espionagem, cujos dossiês poderiam conceder ao militar esse poder supremo que o coloca acima de tudo e todos.

Documentos invadem o noticiário, mas permanecem inertes nas gavetas das autoridades

Íntimo e da extrema confiança do ex-governador Ricardo Coutinho, que jamais deu ouvidos as denúncias contra o coronel, Euller consegue sobreviver ao cataclismo da Operação Calvário, onde e quando já foi delatado um dos seus mais íntimos companheiros, o também coronel Chaves, primo saudoso e pranteado com quem o comandante dividia amizade e companheirismo, uma relação de inegável cumplicidade e confiança, até a delação de Leandro Azevedo apontar o finado como o oficial que dava cobertura ao dinheiro da propina.

As investigações estacionaram na delação de Leandro Azevedo e até hoje não se sabe das providencias para checar o que pode ter delatado Livânia Farias e Laura Carneiro. Esse interregno causa estranheza e fortalece a desconfiança de que, as investigações de fato estariam sendo conduzidas do Rio de Janeiro para cá.

Primo e íntimo de coronel delatado, Euler segue firme e forte no cargo

E o que agrava ainda mais esse clima de suspeição sobre o aprofundamento das investigações seriam fatos paralelos, apontando para uma rede de espionagem, voltada para chantagear e constranger autoridades no Estado e do Estado.

A prova cabal seria o episódio do policial da coordenadoria de inteligência da PM vasculhando a intimidade da secretaria e do secretario Jean Nunes, corroborando relatórios internos da SSP, alertando para essa atividade criminosa em funcionamento na Paraíba, e que poderia ser extensiva a outros poderes, reforçando a suspeita de que, autoridades estariam submetidas à chantagem pura e simples, já que os fatos foram relatados ao governador e nenhuma providencia foi tomada no sentido de responsabilizar os autores e mentores da rede supostamente montada dentro do gabinete do comandante geral.

Desde quando Claudio Lima era secretário relatórios apontavam para arapongagem no Governo

Para muita gente de dentro da Polícia Militar, os indícios dessa atividade detectada pelos relatórios da inteligência do secretário Jean Nunes seria a receita para a longevidade do comandante, uma versão cabocla do lendário Edgar Hoover, cujos relatórios da vida íntima de autoridades americanas lhe seguraram no cargo até a morte.

Nada nem ninguém removem o coronel do cargo de comandante alcançado através de estripulias administrativas, que evitaram sua ida para reserva na patente de major.

Nem mesmo o catatau de denúncias, todas dormitando nas gavetas do MP como se esse órgão só tivesse agilidade e rigor quando se trata de enquadrar vereadores, deslumbrados com as luzes do Natal gaúcho.

João liberou 7,5 milhões para a Polícia Militar pagar entre outras despesas rancho e manutenção de veículos

Não se tem noticia de nenhuma movimentação do MP para saber o paradeiro do Aiko, um equipamento de espionagem que devia estar sob a sua guarda, mas cujo paradeiro seria desconhecido e nem as sucessivas cobranças para identificar onde e com quem estaria o AIKO obtém resposta das autoridades competentes, ampliando o leque de desconfiança de que, pode estar sendo usado para bisbilhotar autoridades como Jean Francisco.

Enquanto isso, as denúncias continuam varrendo o noticiário apontando para as graves irregularidades de um comando que se eterniza e cuja imunidade às denúncias pode ser explicada por tudo o que foi revelado pela Operação Calvário mostrando e comprovando que uma organização que desviou mais de 1 bilhão dos cofres públicos, jamais daria atenção à compra de toneladas de alimento ou de coturnos ou boinas ou a meros 600 mil de gastos com a manutenção de uma frota locada.

Boinas e coturnos comprometem a gestão de Euler, mas denúncias caem no vazio

Essa indiferença poderia ser compreendida como compensação pelos relevantes serviços prestados nesses quase 10 anos de estreita e ilimitada parceria.

Quem não fica bem na fita é João Azevedo complacente e relutante e até generoso já que autorizou uma suplementação de 7,5 milhões para pagar essas despesas com rancho que não existe mais e a manutenção de uma frota locada, restando dois meses para terminar o ano.

Melhor presente de Natal não poderia ser dado, o que mostraria o quanto são amadores, os vereadores de Santa Rita.

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