Espião da P2 é preso rondando os arredores do gabinete de Jean Francisco; araponga, flagrado na última quinta-feira, disse estar em missão secreta

O jampanews tem sustentado que o grande problema da gestão do governador João Azevedo tem sido a herança deixada pelo seu antecessor Ricardo Coutinho principalmente naquilo que se relaciona ao que ficou distribuído pela máquina estatal infiltrada de personagens típicas dos filmes de bandido e mocinho, celebrados pelas produções de faroeste e de gangsteres.

Os dois estariam sendo alvo de espionagem dentro do Governo, segundo relatório da inteligência da SSP

O portal tem chamado a atenção para a espionagem dentro do Governo em permanente ação para recolher dados e informações sobre importantes auxiliares da gestão socialista, um método recorrente e que atravessou esses oito anos de hegemonia do PSB, utilizando as técnicas de espionagem que celebrizaram órgãos como o FBI e a KGB.

Numa dimensão menor o Comando da Polícia Militar na gestão do coronel Euller reproduziu essa estratégia de controle dos passos de figuras do Governo que, por uma razão ou outra poderiam ameaçar a permanência dele no cargo ou precisavam ser desgastadas diante do governador ou da opinião pública para sua ascensão.

Essa atividade subterrânea vinha sendo exercida desde a gestão de Ricardo, e o que pode e foi colhido por essa espionagem criminosa estaria alimentando a longevidade do coronel Euller detentor de informações privilegiadas sobre a intimidade do Governo, já que as ações se estenderiam aos familiares dos rastreados, observados diuturnamente pela equipe de espiões do coronel lotados na P2, que atende exclusivamente ao comandante.

Claudio Lima foi um dos alvos desse esquema de espionagem clandestina

Um fato concreto, que comprovaria a ação criminosa desses espiões de fancaria, seria a prisão do filho do ex-secretário Claudio Lima, Felipe, monitorado diuturnamente para ser flagrado com uma pequena quantidade de maconha, conduzido para a delegacia já lotada de repórteres para dar publicidade à prisão, atendendo aos interesses de Euller naquele tempo de olho na secretaria de Segurança e espalhando cascas de banana para todo lado na tentativa cavilosa de derrubar o titular da pasta.

Claudio Lima foi advertido dessa atividade subterrânea patrocinada pelo comandante da PM, mas não se precaveu enfrentando oito anos de escaramuças constantes, planejadas pelo companheiro de Governo até ser substituído na virada da gestão.

Cachimbo

Mas o uso do cachimbo deixa a boca torta e esse esquema criminoso de espionagem, ainda em plena atividade, foi por fim surpreendido, e um desses agentes 86, do comandante, flagrado na ultima quinta-feira rondando o gabinete do secretário Jean Francisco.

O individuo depois de perseguido e encurralado finalmente preso, então identificado como policial da P2, em missão secreta, e por isso mesmo impedido de falar sobre ela, o que teria alegado para não relatar os motivos de estar rondando o gabinete do secretário, o que foi prontamente acatado pelo executivo coronel Lamarck, uma espécie de preposto do comandante Euller, agindo como ponta de lança de seus interesses dentro da secretaria.

O governador e a família também estariam sendo espionados, informa relatório entregue ao secretário Jean Francisco

O caso aparentemente fortuito e imediatamente minimizado pelo secretário executivo coronel Lamarck, que autorizou a liberação do espião mesmo depois do setor competente da Polícia Militar negar que tivesse escalado alguém para missão especial naquela área, o que reforçaria as suspeitas de espionagem, já que o agente agindo por inspiração outra, que não a do setor específico para essa atividade.

Relatório

O Agente 86 realmente compareceu “voluntariamente!” ao Comando da PM e tudo teria passado despercebido se, 40 dias atrás, o secretário Jean Francisco não tivesse sido alertado pelo seu setor de Inteligência de que, estaria sendo seguido e monitorado pelos espiões do coronel Euller, em ação igual as que foram feitas contra Claudio Lima, e que o atual secretário então como delegado tivera conhecimento como todo mundo na área de segurança tem a respeito dessa atividade clandestina patrocinada pelo comandante geral.

O que chamaria atenção seria a atitude displicente do secretário executivo coronel Lamarck dispensando o espião sem maiores questionamentos, o que aumentou ainda mais o clima de suspeição dentro do gabinete do secretário já escaldado por tudo o que já aconteceu com Claudio Lima.

Informações colhidas pelo portal revelariam a indignação do secretário notadamente por ter sua família, em particular sua esposa, seguida pelos agentes do coronel Euller como detectou e alertou seu setor de inteligência.

Prática Antiga

Não seria de hoje essas ações de espionagem dentro do Governo e a própria secretaria teria indícios fortíssimos de que ela também estaria sendo usado dentro da Casa Militar seguindo os mesmos métodos implantados pelo coronel Euller cuja eternidade no Poder estaria assegurada por essa atividade sinistra recorrente no FBI de Edgar Hover, que passou 50 anos no cargo, sustentado por chantagens e extorsões.

Jean Nunes teria mudado de endereço por cautela contra a espionagem

Dentro dessa estratégia sinistra e clandestina o governador João Azevedo e sua família também estariam expostos a esse tipo de ação, monitorados diuturnamente pela tropa de choque do Chefe da Casa Militar atento e obediente ao esquema implantado pelo comandante da Polícia e pelo antecessor falecido também coronel e também Chaves.

O que se pode indagar desse fato criminoso, constatado nos arredores do gabinete do secretário de Segurança com a prisão de um agente dessa atividade espúria; quem estaria sendo espionado e monitorado pelos espiões do coronel Euller dentro do Governo.

São muitas as suspeitas e os indícios sobre esse mundo sombrio das escutas e da espionagem clandestinas dentro do Governo e que poderia estar e ser extensiva a outros poderes, concedendo ao coronel uma influência e um prestígio difícil de ser mesurado pelo desconhecimento do teor do que vem sendo apurado e reunido em dossiês contra autoridades.

Em principio pode-se deduzir e suspeitar que o Governo estaria sendo chantageado por essa coleta de informações clandestinas, surpreendida nesta quinta-feira nas proximidades do gabinete do secretário da Segurança Pública com a prisão do desastrado agente 86, prova real e indiscutível das ações criminosas, supostamente patrocinadas pelo Comando da Polícia Militar.

Secretário deve explicações aos paraibanos e também ao governador

Depois dessa prisão e da constatação do setor de inteligência do secretário confirmando a perseguição solerte empreendida contra ele – a maior autoridade da pasta -, não se pode mais falar em delírios sobre conspirações, já que alguém foi preso e pode revelar aquilo que o açodamento do secretário executivo coronel Lamarck tentou impedir na quinta-feira ao informar de forma despretensiosa ter ocorrido um caso fortuito já esclarecido e desvendando, parecendo algo banal na versão do coronel indicação de Euller para a pasta da Segurança, como se alguém espionando o secretário pudesse ser interpretado como fortuito e banal.

O Jampanews já cobrou que as investigações do Gaeco se debruçassem sobre essa atividade sombria nos Governos socialistas para identificar toda rede de espionagem montada pelo coronel Euller já que o agente preso foi definitivamente identificado como militar lotado na P2 a disposição do comandante geral.

Recentemente outro fato grave, acobertado e abafado na área da Segurança, foi a invasão da Corregedoria da Policia Militar que funciona na Avenida Tabajara de onde teriam desaparecidos documentos comprometedores apontando para o envolvimento de policiais militares em casos gravíssimos.

Claudio Lima não teve forças para reagir as armadilhas do coronel

Essa invasão estaria sendo alvo de outro inquérito que pode ampliar as denúncias de ações clandestinas dentro do aparelho de Segurança voltadas para acobertar esse esquema de espionagem supostamente mantido e aparelhado pelo Comando Geral.

 

Por todo esse tempo ninguém do Governo se pronunciou nem nunca estranhou a compra de equipamentos destinados à escuta e a espionagem, uma atividade que não compete a Polícia Militar.

O alvo dessa atividade, de acordo com relatórios do setor de inteligência da Secretaria, estaria sendo o secretário Jean Francisco, uma ousadia sem limites, e que não pode cair na indiferença total que caracteriza as gestões socialistas quando o assunto são as ações solertes do comandante geral, blindado dentro do esquema, não se sabe por quais razões.

É de se perguntar se o secretário Jean Francisco terá a mesma complacência e omissão que caracterizou Claudio Lima por oito anos, e deixar passar em brancas nuvens esse flagrante de uma prisão, envolvendo ações que já haviam sido antecipadas por relatórios de segurança interna, constatando que o titular da pasta e sua família vinham sendo espionados por esses agentes de fancaria, entocados no gabinete do comandante geral.

Com a palavra o secretário Jean Francisco e de quebra o governador João Azevedo provavelmente um dos alvos e vítima desse esquema de arapongagem tão reiteradas vezes denunciado.

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