Com apenas a metade do efetivo necessário, Euller pretende criar mais um batalhão, de fancaria

Enquanto se desenrola a batalha final entre João Azevedo e Ricardo Coutinho, e o desfecho ainda não se consumou, apesar dos prognósticos de que, não haverá volta nem acordo que restabeleça a conciliação, consequência das muitas fraturas provocadas pelos disparos de lado a lado, velhos companheiros de jornadas nebulosas do ex-governador movimentam-se para não perder os postos de comando recorrendo a artifícios que deram certo quando as investigações policiais ainda não haviam desnudado a intimidade do esquema girassol.

Agonizando a olhos vistos, haja vista, os vazamentos constantes de irregularidades cometidas ao longo desses nebulosos oito anos, o antes poderoso e influente comandante geral da Polícia Militar, coronel Euller Chaves, recorre ao velho truque da ficção cinematográfica e anuncia mais uma unidade de polícia transformando simples companhias em batalhões, com sua varinha de condão como aconteceu recentemente com o apático e agora quase imobilizado batalhão motorizado, cujo efetivo foi pinçado de outras unidades da região metropolitana, para ser inaugurado com galas e honrarias, na velha estratégia de iludir os incautos e desinformados governadores socialistas, pouco afeitos às lides da caserna.

Comandante anuncia em boletim nova unidade da PM

Em principio, batalhões só podem ser criados por decreto governamental, segundo os especialistas em Segurança Pública, mas, na pressa e na urgência para passar para os subordinados a sensação de estabilidade e permanência no cargo, o comandante improvisou e publicou uma resolução no Boletim da Corporação, antecipando-se ao governador na criação do Batalhão Especial de Turismo distante menos de 3 km do anteriormente inaugurado batalhão motorizado numa profusão de unidades, previstas para um efetivo de 17.994 homens, mas, que, os oito mil de hoje terão que preencher a custa de horas extras, mal remuneradas, para que o coronel permaneça no cargo embromando e iludindo amadores, como supõe ser João Azevedo.

A matemática é simples e qualquer retardado pode concluir que, um efetivo de oito mil policiais, não pode atender unidades que exigem quase 18 mil integrantes. Muitos estão pagando um preço muito alto, que afeta inclusive a saúde e também a preparação profissional como vêm demonstrando os tiros acidentais.

Tudo isso para que o coronel continue no cargo prestando serviços que precisariam ser investigados, e que provocam murmúrios nos bastidores, relatando até escutas clandestinas, como se pode deduzir da compra de equipamentos destinados a essa atividade atribuída apenas a Polícia Federal e a Polícia Judiciária, mas que o comando do coronel Euller parece ter normatizado diante da inércia e omissão do Ministério Público, que, em Alagoas, denunciou o governador Renan Filho.

O coronel vive a expectativa da revelação do teor do dossiê Lanfranchi solicitada pelo deputado Cabo Gilberto ao MP

O coronel Euller é um homem expostos a muitos questionamentos e alvo de muitas suspeitas, e cuja manutenção no cargo de comandante intriga e vem sendo questionada em várias frentes. O anuncio de mais uma unidade cujo efetivo atual nem por milagre conseguiria atender está sendo visto como mais uma manobra para permanecer no cargo.

Com esses números, alguém está querendo ser muito esperto e fazer alguém de muito bobo, e anuência do governador para mais essa fantasia do coronel causa perplexidade e estarrecimento diante da impossibilidade de se criar mais um batalhão do ponto de vista dos recursos materiais e humano.

É essa a conclusão dentro dos quarteis, onde todo mundo sabe que essas “unidades” fazem parte de uma estratégia de sustentação no cargo que vem dando certo desde o Governo passado, quando se inaugurava postos de policia com a mesma pompa e a mesma fanfarra para serem desmobilizados, logo em seguida, com a explicação e a justificativa, quando algo acontecia de que, o policiamento se encontrava fazendo ronda por isso não podia atender as ocorrências.

O coronel esmerou-se na inauguração do Batalhão motorizado para no dia seguinte bandidos assaltarem mercadinho na esquina

O batalhão de policiamento motorizado, tão espalhafatosamente inaugurado, com correntes de oração (foto) e tudo que os filmes policiais americanos exibem, está aberto para receber as moscas, já que o efetivo retornou as suas unidades de origem, o que deve ocorrer com o batalhão de turismo assim que as luzes se apagarem.

Dentro da corporação é fato que tudo não passa de manobra, de ficção, para passar a sensação de competência e se manter firme e forte a serviço de um esquema que perdeu a credibilidade e a reputação devendo ser removido para que o entulho deixado não obstrua a nova gestão.

Ao se deixar envolver e enlear por essas artimanhas, o governador cai no descrédito junto à parte saudável da corporação, porque, como engenheiro tem que saber que não se faz a multiplicação de homens e mulheres, e que essas unidades não passam de fantasia e de esperteza torpe.

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