Cartaxo preserva o verde de uma cidade mais vegetal do que urbana e é premiado

Por aclamação ou não em 92 durante o Encontro Ecológico promovido pela Unesco no Rio de Janeiro, João Pessoa foi reconhecida sem contestação como a segunda cidade mais verde do planeta. A referência, que não é oficial, corrobora uma tradição da cidade e do seu povo de cultuar o verde plantando nos quintais e nas calçadas, mudas de árvores de preferência frutíferas e da região.

Uma cidade mais vegetal do que urbana

Coqueiros, mangueiras, jaqueiras, pitombeiras, laranjeiras, cajueiros, jambeiros, enfim, uma variedade de frutas invadia e enfeitava os quintais das casas pessoenses até meados da década de 60, uma tradição que a verticalização quase extinguiu e, não fosse a intervenção do poder público, a capital paraibana teria perdido essa condição de cidade mais vegetal do que urbana como definiu o imortal José Américo de Almeida.

Cartaxo resgata a tradição verde da capital

O prêmio que o prefeito Luciano Cartaxo recebeu neste domingo é um resgate a essa tradição tão pessoense que o desenvolvimento quase soterrou não fosse a sensibilidade de gestores públicos como Cartaxo sintonizado com o sentimento popular de cultivar o verde da paisagem urbana de um cidade de quatro séculos, imprensada entre o rio e o mar.

Luciano Cartaxo recebe Prêmio Arbor & Urbe e João Pessoa é reconhecida como capital com maior percentual de áreas verdes urbanas do Norte/Nordeste

Programação – Os eventos se estendem até o dia 27 com uma vasta programação no Hotel Tambaú, sendo realizado pela Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU), International Society of Arboriculture (ISA), em parceria com a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) e com apoio do Crea-PB. A programação inclui palestrantes internacionais, visitas técnicas, mini-cursos, mesas redondas, conferências, painéis, exposição de produtos e o X Campeonato Brasileiro e o II Ibero-Americano de escalada em árvores.

O bucolismo da Lagoa dos Irerês

Premiação é resultado do conjunto de boas práticas ambientais realizadas na capital paraibana, que já plantou 200 mil novas mudas de árvores nativas

Reconhecida como uma das cidades mais verdes do País, João Pessoa foi considerada a capital com maior percentual de áreas verdes urbanas do Norte/Nordeste. O anúncio foi feito neste domingo (24/11) durante a entrega do prêmio do Arbor & Urbe, concedido ao prefeito Luciano Cartaxo no Congresso Brasileiro e Ibero-Americano de Arborização Urbana, o maior sobre o tema no continente, que acontece Município. A premiação levou em consideração ações como o programa “João Pessoa, Cidade Jardim”, as mais de 200 mil mudas plantadas nos últimos sete anos, além da área de cobertura vegetal da cidade de 30,67%.

Verde porque te queremos verde

“Em João Pessoa, o futuro já começou. Planejamos a cidade para os próximos 20 anos, tendo a dimensão social, econômica e ambiental da sustentabilidade como princípios. Só alçamos a marca da capital com a maior qualidade de vida do Nordeste porque fomos também a cidade que mais investiu em arborização urbana na região. Fizemos isso com atenção especial a cada nova avenida implantada ou área de lazer construída e revitalizada, transformando áreas degradadas em espaços urbanos mais verdes. Ainda temos muitos caminhos a percorrer, com muitos motivos para seguir em frente”, disse o prefeito Luciano Cartaxo ao receber a premiação.

A capital paraibana foi também reconhecida por potencializar a convivência dos moradores com novas áreas verdes. “A arborização assumiu protagonismo no maior programa de parques e praças da história da Capital, que já chegou a 54 áreas da cidade. A Praça da Independência, o Parque da Lagoa e o novo parque da Bica são exemplos de espaços que receberam novo projeto paisagístico, com a inclusão de novas espécies de árvores e arbustos da mata nativa. É um novo conceito de cidade, mais sustentável, como um grande jardim aberto à população”, mencionou o diretor do departamento de paisagismo de João Pessoa, Sérgio Chaves.

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